segunda-feira, 15 de outubro de 2012

10º BPM desativa a Rotam Motos em Apucarana

O grupamento foi criado em maio do ano passado



Por diminuição do efetivo policial, o 10º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Apucarana tirou diariamente das ruas as equipes da Rotam (Ronda Ostensiva Tático Móvel) Motos. A unidade tem aproximadamente 150 policiais no município. O grupamento foi criado em maio do ano passado, com o objetivo de agilizar o atendimento de ocorrências, como assaltos, principalmente na área central.

Com treinamento especial de pilotagem e acompanhamento tático, e posse de armas pesadas, como metralhadora, os policiais tinham como objetivo interceptar motos e veículos de criminosos. No período em que a Rotam Motos foi instalada aconteciam com frequência roubos de malotes e contra pessoas que saiam de bancos.

Geralmente estes criminosos utilizavam motos para a fuga. A estratégia da polícia era combater o ‘fogo com fogo’, e funcionou. Houve diminuição dos roubos, e os assaltantes mudaram a estratégia, e passaram a seguir suas vítimas, do centro aos bairros, ou empresas, e abordá-las na chegada.

A Rotam Motos ganhou reforço e duas equipes atuaram simultaneamente, no centro e bairros. Com a atuação conjunta da Rotam Viaturas e as Radiopatrulhas, assaltantes considerados pela polícia como importantes na criminalidade foram presos. A onda de roubos diminuiu. Contudo, a população sente a necessidade de ter o policiamento de motos e a presença de policiais com armamento pesado, e sempre prontos a agir.

INIBIÇÃO
“Esta presença dá maior sensação de segurança e inibe criminosos. A população vê o policial e acredita de fato que a segurança está presente, pela cultura de que a segurança é responsabilidade da polícia”, diz a presidente do Conselho Comunitário de Segurança, (Conseg), Ana Maria Schimidt.

O comando da PM salienta entender a funcionalidade destas equipes, contudo, sustenta que a situação real da corporação, impede a aplicação diária das equipes. “Em função do efetivo, não temos condições de manter na ativa todas as equipes, inclusive a Rotam Motos. Não é que desativamos porque gostaríamos, mas por causa de uma série de fatores. Eventualmente a Rotam Motos é aplicada, quando estamos com a equipe completa”, diz o comandante do 10º BPM, tenente-coronel João Jorge dos Santos Filho.

Alguns policiais, como dois sargentos que atuavam no comando das equipes, precisaram sair, e não houve substituição. Desta forma optou-se por manter a atividade da Rotam em viaturas. “Entre o ideal e o real, há uma distância razoável. Então, são as circunstâncias que fizeram isto acontecer, porque hoje vivemos uma rotina diferente do que tínhamos lá atrás”, comenta Santos Filho.

O comandante estima que, com a formação de soldados em escola no batalhão da PM de Apucarana, prevista para março do ano que vem, o reforço no efetivo pode levar à reativação de algumas equipes especializadas.

“É bem provável que reativemos de forma definitiva as motos, junto com a Rotam. Hoje nós não temos nem as equipes da Rotam (viaturas) nas 24 horas, porque as equipes têm sua escala de serviço. Assim, policiais das motos tiveram que compor o efetivo das viaturas”, explica o comandante.

Desta forma, de acordo com João Jorge, as equipes das motos atuavam como suporte das viaturas. “A moto vai como apoio porque é ágil para abordagens e no deslocamento no trânsito, elas têm estas vantagens. Mas somente as motos é um pouco temerário por nas ruas, até mesmo pela segurança dos policiais”, argumenta.

O combate a crimes, como estelionato e assaltos no centro de Apucarana, está sendo feito de forma aplicada e estratégica. O policiamento extra reforça a segurança no começo de cada mês, no período de pagamento. “Policiais do serviço administrativo vão para as ruas redobrar este trabalho. Em horários que necessitem mais estamos em frente a bancos e caixas eletrônicos. Isto tem contribuído na diminuição considerável destas ocorrências”, frisa o comandante do Batalhão.

Para o Conseg, a Rotam Motos completou o policiamento preventivo, por causa da agilidade na resposta à criminalidade. “Com o tráfego complicado de Apucarana, as motos atendem à necessidade de mobilidade maior. Já presenciei situações em que viaturas da polícia ficaram presas no trânsito”, diz Ana Maria Schimidt.

Para ela, a aplicação contínua do policiamento especial em motos vai manter o controle de crimes contra o patrimônio e contra pessoas. “Os ladrões sabem que a polícia pode estar no ‘pé’ deles com mais facilidade, se estiverem com motos. Enquanto que, se os policiais estiverem de carro e eles de motos, suas chances de fuga são maiores”, estima a presidente do Conselho de Segurança.

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