15/01/2013 -- 00h00
PR registra caso de dengue tipo 4 autóctone
Paciente de 18 anos, que é de Paranavaí, foi medicado e passa bem

Eliminação de recipientes com água parada ainda é a principal forma de combate à doença
A preocupação agora é evitar a disseminação deste sorotipo da doença em circulação na cidade. Outros municípios da região, como Peabiru, São Carlos do Ivaí e Fênix, registram epidemias, mas com casos do tipo 1.
A secretaria também confirmou um caso de dengue tipo 4 em Maringá, porém nesta situação a contaminação ocorreu fora do Estado. De acordo com a Sesa, já foram encaminhados para Paranavaí dois veículos fumacê para auxiliar no combate ao mosquito transmissor da doença.
Conforme o coordenador da Sala de Situação da Dengue da Sesa, Ronaldo Trevisan, a comprovação da circulação do novo vírus pode explicar a curva crescente de casos confirmados em Paranavaí. Segundo ele, com mais este tipo de vírus em circulação, o universo de pessoas que podem ser infectadas aumenta. ''Como até agora não havia casos do tipo 4 todos estão sujeitos, uma vez que cada pessoa é contaminada por cada tipo de vírus apenas uma vez. A possibilidade de uma epidemia se torna maior'', ressaltou.
De acordo com Trevisan, o vírus tipo 4 não é mais letal que os demais. No entanto, como os paranaenses convivem há muito tempo com os outros tipos, já existe uma certa resistência. E a confirmação do novo vírus muda este panorama. ''O vírus tipo 4 pode facilitar o surgimento de novos casos e até evoluir para uma epidemia. Por isso a conscientização deve existir o ano todo. Agora é mais do que fundamental a participação da população para evitar criadouros do Aedes aegypti'', completou.
Alerta
Segundo o secretário de Saúde de Paranavaí, Agamenon Arruda de Souza, a situação da cidade está "muito complicada". O município já teve 49 casos confirmados no último boletim da Sesa, que se refere ao período de julho de 2012 a 7 de janeiro. A tendência, no entanto, é que esse número aumente.
Entre as medidas tomadas pela administração municipal estão a instalação da ''Casa da Dengue'', um posto de saúde provisório que irá atender apenas pacientes com suspeita da doença. O imóvel fica na Rua Santa Catarina, 2.615. O horário de funcionamento é das 7 às 19 horas, sem intervalo para almoço.
''Estamos tendo muitos casos e com esta decisão o Pronto Atendimento Municipal não ficará sobrecarregado. É um esquema de emergência, mas a população também precisa fazer a sua parte. Estamos travando uma verdadeira guerra contra o mosquito'', disse.
Agamenon ainda lembrou que a prefeitura já notificou, somente em janeiro, 152 donos de terrenos por causa de sujeira e mato. Após a notificação, o dono do lote tem cinco dias úteis para providenciar a limpeza. Caso contrário, recebe multa de R$ 225. Conforme ele, a infestação avançou nas últimas semanas. ''Pelos números mais recentes, o LIRAa (Levantamento do Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti) da cidade chegou a 6,5%, é extremamente preocupante. Por isso estão sendo realizados mutirões continuamente'', afirmou. O índice máximo recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de 1%.
Conforme o secretário de Saúde de Maringá, Antônio Carlos Nardi, o paciente que registrou tipo 4 de dengue na cidade é de Rondonópolis (MT), tem 41 anos e é caminhoneiro. Ele foi atendido no dia 11 de dezembro no Hospital Universitário (HU) e passa bem. ''Neste ano estamos conseguindo controlar a doença na cidade. Este registro foi de um paciente que foi contaminado fora do Paraná, ele apenas adoeceu em Maringá e foi atendido no HU'', afirmou.
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