Homem liberta ex-mulher após 31 horas
Mototaxista que manteve reféns trancados no quarto sob a mira de um revólver se entregou à polícia

Lidiane Soares foi liberada no início da tarde sem ferimentos

Juvenil, pai de Lidiane, agradeceu a Deus pelo fim do sofrimento
Joaquim Távora - Eram
14 horas de ontem quando a polícia anunciou o desfecho do sequestro de
uma família em Joaquim Távora (Norte Pioneiro). A imagem do carro
blindado do Batalhão de Operações Especiais (Bope) deixando o local onde
permaneceu durante 31 horas era o sinal de que Joelson Gomes Ferreira,
de 29 anos, havia se entregado e que ninguém saiu ferido.
Ferreira se entregou à polícia diante de duas condições: a garantia de sua integridade física e nenhum contato visual com os extremos da rua. Ele não queria ser visto por ninguém. Quando a viatura deixou o local em direção à Delegacia de Joaquim Távora, toda a população fez questão de aplaudir o término de um sofrimento que mobilizou toda a cidade. O mototaxista foi preso em flagrante e responderá pelo crimes de cárcere privado e porte de arma, podendo também responder por sequestro.
A história desse crime que foi noticiada nacionalmente começou por volta das 7 horas de quinta-feira, quando Joelson Ferreira pegou um táxi em Curitiba e percorreu 350 km em direção a Joaquim Távora. Ele estava irritado com a separação da ex-mulher Lidiane Soares, de 27 anos, apesar do fato ter ocorrido há um ano e meio. O casal tem um filho de 5 anos de uma relação que durou quatro.
Ferreira alegou à polícia, durante as negociações, que a ex-mulher não o permitia visitar o filho. Lidiane foi surpreendida quando saía de casa para trabalhar em um frigorífico, a 500 metros de sua residência, no bairro Vila Nova. Segundo a polícia, o homem a agrediu e a forçou entrar em casa sob a mira de um revólver calibre 38. A partir daí, começou o drama de toda a família.
Dentro da residência, estava a ex-sogra, Lídia, de 65 anos, o filho do casal e uma sobrinha de Lidiane, de 13 anos. A enteada de Joelson, de 11 anos, conseguiu escapar e ser salva pela polícia porque dormia em um quarto separado da residência.
A polícia foi acionada por testemunhas que viram Lidiane ser empurrada para dentro de casa. "No começo ele estava agressivo, alterando a voz e sem deixar a gente falar nada. Quando se acalmou, pediu para que todos ficassem sentados no sofá e disse que queria conversar e passar um tempo com a gente", relatou a garota de 13 anos, que foi libertada no início da tarde de quinta-feira. Às 18h30, Ferreira libertou a ex-sogra. Nenhuma das duas se feriu.
Às 7h30 de ontem, após passar a madrugada inteira conversando com a polícia pelo celular e sem dormir em nenhum momento, o mototaxista libertou o filho sob a condição de receber lanche para o café da manhã. A manhã inteira se passou sem nenhuma movimentação diferente, além da presença de um advogado acionado pela irmã de Joelson, que mora em Curitiba. Os populares que se aglomeravam ao redor das fitas isolantes saíam e voltavam a todo instante, movidos pela curiosidade e nervosismo.
"Estou chocada e imagino o desespero que ela está passando", comentou Ednéia Leite, sobre a amiga Lidiane. "A gente se conhece pela Pastoral da Criança. Ela é uma excelente mãe, uma mulher amorosa, gentil e que se preocupa com o próximo", revelou, ao citar que uma vez por semana Lidiane levava doações a um asilo da cidade.
Após uma negociação exaustiva, Joelson Ferreira se rendeu às 14 horas. Segundo o tenente-coronel do Bope, Nerino de Brito, Lidiane foi libertada sem nenhum ferimento, assim com as outras vítimas.
O nível de tensão foi ainda mais alto nas redondezas por conta da informação que Ferreira portava explosivos. No entanto, após se entregar à polícia, ele revelou que era mentira e que "queria apenas impressionar". Brito também informou que Ferreira só solicitou a presença de um advogado ontem de manhã e que "pelo tom de voz, ele se mostrou lúcido desde o início, além de colaborativo."
Micaela Orikasa
Ferreira se entregou à polícia diante de duas condições: a garantia de sua integridade física e nenhum contato visual com os extremos da rua. Ele não queria ser visto por ninguém. Quando a viatura deixou o local em direção à Delegacia de Joaquim Távora, toda a população fez questão de aplaudir o término de um sofrimento que mobilizou toda a cidade. O mototaxista foi preso em flagrante e responderá pelo crimes de cárcere privado e porte de arma, podendo também responder por sequestro.
A história desse crime que foi noticiada nacionalmente começou por volta das 7 horas de quinta-feira, quando Joelson Ferreira pegou um táxi em Curitiba e percorreu 350 km em direção a Joaquim Távora. Ele estava irritado com a separação da ex-mulher Lidiane Soares, de 27 anos, apesar do fato ter ocorrido há um ano e meio. O casal tem um filho de 5 anos de uma relação que durou quatro.
Ferreira alegou à polícia, durante as negociações, que a ex-mulher não o permitia visitar o filho. Lidiane foi surpreendida quando saía de casa para trabalhar em um frigorífico, a 500 metros de sua residência, no bairro Vila Nova. Segundo a polícia, o homem a agrediu e a forçou entrar em casa sob a mira de um revólver calibre 38. A partir daí, começou o drama de toda a família.
Dentro da residência, estava a ex-sogra, Lídia, de 65 anos, o filho do casal e uma sobrinha de Lidiane, de 13 anos. A enteada de Joelson, de 11 anos, conseguiu escapar e ser salva pela polícia porque dormia em um quarto separado da residência.
A polícia foi acionada por testemunhas que viram Lidiane ser empurrada para dentro de casa. "No começo ele estava agressivo, alterando a voz e sem deixar a gente falar nada. Quando se acalmou, pediu para que todos ficassem sentados no sofá e disse que queria conversar e passar um tempo com a gente", relatou a garota de 13 anos, que foi libertada no início da tarde de quinta-feira. Às 18h30, Ferreira libertou a ex-sogra. Nenhuma das duas se feriu.
Às 7h30 de ontem, após passar a madrugada inteira conversando com a polícia pelo celular e sem dormir em nenhum momento, o mototaxista libertou o filho sob a condição de receber lanche para o café da manhã. A manhã inteira se passou sem nenhuma movimentação diferente, além da presença de um advogado acionado pela irmã de Joelson, que mora em Curitiba. Os populares que se aglomeravam ao redor das fitas isolantes saíam e voltavam a todo instante, movidos pela curiosidade e nervosismo.
"Estou chocada e imagino o desespero que ela está passando", comentou Ednéia Leite, sobre a amiga Lidiane. "A gente se conhece pela Pastoral da Criança. Ela é uma excelente mãe, uma mulher amorosa, gentil e que se preocupa com o próximo", revelou, ao citar que uma vez por semana Lidiane levava doações a um asilo da cidade.
Após uma negociação exaustiva, Joelson Ferreira se rendeu às 14 horas. Segundo o tenente-coronel do Bope, Nerino de Brito, Lidiane foi libertada sem nenhum ferimento, assim com as outras vítimas.
O nível de tensão foi ainda mais alto nas redondezas por conta da informação que Ferreira portava explosivos. No entanto, após se entregar à polícia, ele revelou que era mentira e que "queria apenas impressionar". Brito também informou que Ferreira só solicitou a presença de um advogado ontem de manhã e que "pelo tom de voz, ele se mostrou lúcido desde o início, além de colaborativo."
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