08/02/2013
Esquema em Tamarana incluía empresa dentro da prefeitura
O promotor de defesa do patrimônio público
Renato de Lima Castro concedeu entrevista à imprensa na manhã desta
sexta-feira (8) para falar sobre as quatro ações civis públicas contra o
ex-prefeito de Tamarana, Beto Siena (DEM), acusado de comandar um
esquema de desvio de recursos públicos.
Foram apreendidos documentos escondidos em salas da prefeitura, que comprovavam a distribuição de tarefas a secretários para desviar recursos em contratos na saúde, transporte e educação.
"Uma das empresas eram administradas ao lado da sala de Siena pelo secretário de Fazenda Cleudemir José Catai. Todos os documentos da empresa foram apreendidos na mesa dele. É um absurdo. Ele geria a empresa dentro de um órgão público", disse o promotor.
As denúncias haviam sido feitas à prefeitura pela vereadora Luzia Suzukawa.
No setor de transporte, por exemplo, duas empresas se alternavam nos contratos com a prefeitura.
Na saúde, os contratos foram terceirizados para a OSCIP Beija-Flor. Do total de recursos repassados à ONG, 37,81% foram desviados. Segundo o MP, o secretário de Fazenda recebia cheques que eram sacados na boca do caixa e agências bancárias, atuando como operador financeiro da OSCIP dentro da prefeitura. Entre fevereiro de 2006 e julho de 2011, a Beija-Flor recebeu R$ 4.486.593,30.
O Ministério Público vai requerer que a ONG Beija-Flor perca o título de interesse público, dada pela Assembleia Legislativa.
Na ação, o MP pede ressarcimento de danos ao erário, indisponibilidade de bens e perda dos direitos políticos dos acusados.
Foram apreendidos documentos escondidos em salas da prefeitura, que comprovavam a distribuição de tarefas a secretários para desviar recursos em contratos na saúde, transporte e educação.
"Uma das empresas eram administradas ao lado da sala de Siena pelo secretário de Fazenda Cleudemir José Catai. Todos os documentos da empresa foram apreendidos na mesa dele. É um absurdo. Ele geria a empresa dentro de um órgão público", disse o promotor.
As denúncias haviam sido feitas à prefeitura pela vereadora Luzia Suzukawa.
No setor de transporte, por exemplo, duas empresas se alternavam nos contratos com a prefeitura.
Na saúde, os contratos foram terceirizados para a OSCIP Beija-Flor. Do total de recursos repassados à ONG, 37,81% foram desviados. Segundo o MP, o secretário de Fazenda recebia cheques que eram sacados na boca do caixa e agências bancárias, atuando como operador financeiro da OSCIP dentro da prefeitura. Entre fevereiro de 2006 e julho de 2011, a Beija-Flor recebeu R$ 4.486.593,30.
O Ministério Público vai requerer que a ONG Beija-Flor perca o título de interesse público, dada pela Assembleia Legislativa.
Na ação, o MP pede ressarcimento de danos ao erário, indisponibilidade de bens e perda dos direitos políticos dos acusados.
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