Apucarana: Funcionários de empresas
lacradas pelo Gaeco protestam no centro da
cidade
Centenas de pessoas participaram de mobilização em vias públicas da área central no dia em que o governador Beto Richa visita o município para anunciar investimentos
A costureira Maria Aparecida Santos estava na manifestação. "Hoje Apucarana é a capital do desemprego. Nâo temos nada a ver com pirataria, precisamos e só queremos trabalhar", afirmou.
O esquema - O esquema de falsificação e pirataria, desbaratado pelo Gaeco em Apucarana na terça-feira (9), utilizava cheques como "moeda corrente". Durante as diligências, os promotores apreenderam mais de R$ 2 milhões em cheques em uma só empresa.Um dos empresários detidos tinha em seu nome mais de 40 imóveis. Outro havia acabado de comprar uma fazenda no valor de R$ 10 milhões. "Os cheques só eram depositados em transações de terceiros. Nunca para pagar algo relacionado às empresas usadas no esquema. É por isso que as atividades operacionais do esquema ficavam escondidas", argumentou.
Os empresários são acusados de sonegar diversos impostos com o esquema de falsificação. A Receita Federal ainda vai avaliar o dano causado aos cofres públicos através do não recolhimento de diversos tributos, como o PIS/Cofins e o Imposto de Renda.
Os empresários são acusados de sonegar diversos impostos com o esquema de falsificação. A Receita Federal ainda vai avaliar o dano causado aos cofres públicos através do não recolhimento de diversos tributos, como o PIS/Cofins e o Imposto de Renda.
Propina
Os empresários também são acusados de pagar propina a policiais civis de Apucarana. Dois investigadores e o então delegado-chefe da cidade, Valdir Abrahão, foram detidos por suspeita de acobertar e proteger o esquema em troca da vantagem indevida.
Além do trio, outras 21 pessoas foram detidas durante a operação. Os policiais foram encaminhados para Curitiba. Os demais estão presos na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) e um policial militar da reserva está recolhido ao 10º BPM.
Os empresários também são acusados de pagar propina a policiais civis de Apucarana. Dois investigadores e o então delegado-chefe da cidade, Valdir Abrahão, foram detidos por suspeita de acobertar e proteger o esquema em troca da vantagem indevida.
Além do trio, outras 21 pessoas foram detidas durante a operação. Os policiais foram encaminhados para Curitiba. Os demais estão presos na unidade dois da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 2) e um policial militar da reserva está recolhido ao 10º BPM.
Todos são acusados de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e corrupção - ativa e passiva.
Funcionários de indústrias lacradas pelo Gaeco fazem mobilização em Apucarana(Luiz Demétrio)
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