quarta-feira, 17 de abril de 2013

17 de Abril de 2013,

Sem-terra bloqueiam a BR-369 entre 




Apucarana e Arapongas

Uma longa fila de veículos so formou no local, mas o tráfego foi liberado 30 minutos após o início do protesto


Dezenas de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) bloquearam, na manhã desta quarta-feira (17), a BR-369 próximo a Aricanduva, entre Apucarana e Arapongas, para protestar contra supostos problemas relacionadas à questão agrária e malefícios causados pelos agrotóxicos.

Os manifestantes usavam máscaras e portavam faixas e cartazes e realizaram a mobilização de forma pacífica em frente a empresa Nortox.

Uma longa fila de veículos se formou no local, mas o tráfego foi liberado 30 minutos após o início do protesto, depois de negociação da liderança do MST com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

O proprietário da Nortox, Humberto Amaral, recebeu a imprensa para conceder entrevista coletiva.

No Estado - Outras 20 rodovias estaduais e federais em todas as regiões do Paraná foram bloqueadas pelos MST e um ato simbólico em frente ao Tribunal de Justiça do estado (TJ-PR), em Curitiba, foi realizado.

O objetivo do protesto é exigir a punição dos responsáveis pelo assassinato dos 21 trabalhadores no Massacre de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996. Os organizadores também pretendem cobrar agilidade na realização da Reforma Agrária.

As mobilizações, que fazem parte da Jornada Nacional de Luta pela Reforma Agrária, têm duração de 21 minutos, em memória aos 21 trabalhadores mortos. Serão fechadas as rodovias federais e estaduais de: Cascavel, Ramilândia, Clevelândia, Renascença, Londrina, Guairaçá, Nova Esperança, Santo Inácio, Faxinal, Tamarana, Porecatu, Arapongas, Pitanga, Ivaiporã, Ponta Grossa, Rio Bonito do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Luiziana, e em Mandaguari, sendo a última pela Via Campesina.

Na capital, 150 militantes do MST participam do ato simbólico em frente ao TJ-PR. Após a ação, os integrantes do movimento seguem para o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde participam de audiências.

Os trabalhadores permanecem em Curitiba até sexta-feira (19). Durante a semana, estão agendadas audiências com diversas Secretarias dos governos estadual e federal. Os camponeses buscam negociar sua pauta de reivindicação, que vai desde a aquisição de novas áreas para assentar famílias acampadas, até infraestrutura para os assentamentos, como estradas, construção de escolas, ampliação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

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