Quadrilha da dinamite desafia a polícia na
região
Em 48 horas, quadrilhas agem em dois municípios da região, que já contabiliza 7 casos em 2013
Municípios pequenos, com baixo efetivo policial e rotas de fuga facilitadas. Esse é o perfil das cidades alvo da quadrilha da dinamite. Em apenas 48 horas, o Vale do Ivaí registrou dois novos ataques a agências bancárias. Na madrugada de ontem cinco homens explodiram um caixa eletrônico do posto avançado do Banco Bradesco, em Lunardelli. No domingo, quatro bandidos dinamitaram uma agência do Banco do Brasil em São João do Ivaí. O montante levado pelos bandidos não foi divulgado. Neste ano, sete municípios registraram furtos deste tipo.
De acordo com informações de moradores de Lunardelli, após a explosão, os criminosos fugiram em um carro escuro e tomaram rumo ao município de São João do Ivaí. “Não teve quem não ouviu o barulho aqui na cidade. Eu até achei que fosse a Igreja que tivesse desmoronado ou algum acidente com carro aqui nos arredores”, disse o morador Armando Mangolin.
A preocupação dos moradores das pequenas cidades é com a falta de segurança. Em Lunardelli, por exemplo, o efetivo é de apenas um policial militar.
Segundo o comandante da 2ª Companhia Independente da Polícia Militar, major José Francisco Cardoso, ações de inteligência da PM vêm sendo elaboradas em conjunto com a Polícia Civil. “Infelizmente, os sistemas de segurança dos bancos são extremamente frágeis e isso faz com que haja a proliferação desse tipo de crime”, disse o comandante. Ele também confirmou que estão sendo providenciados reforços e o efetivo da companhia será aumentado.
Já para a Polícia Civil, mais de uma quadrilha vem agindo na região (ver entrevista nesta página). Até agora, foram identificados e presos apenas parte do bando que explodiu quatro caixas eletrônicos dos bancos Bradesco e Sicredi, em São Pedro do Ivaí. O líder do grupo era de Campo Mourão e foi preso em Maringá. Até o fechamento desta edição, ninguém havia sido preso pelos crimes cometidos em Lunardelli e São João do Ivaí.
O prefeito de Ivaiporã e presidente da Associação dos Municípios do Vale do Ivaí (Amuvi) Luiz Carlos Gil, que ontem se encontrava em Curitiba, se mostrou bastante preocupado com a situação. “Estou encaminhando pedido de providências junto à Secretaria de Segurança Pública. Além de pedir o aumento do efetivo da PM vou pedir também o apoio da polícia especializada”, assinala Carlos Gil. A onda de furtos teve início em março com uma explosão frustrada no município de Arapuã
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