07/09/2013
Policiais protestam contra desvio de função
Integrantes da PC cruzaram os braços em todo o estado; estopim foi a morte de superintendente durante resgate de um detento

Salva de tiros para homenagear colega de trabalho; sepultamento foi acompanhado por centenas de pessoas

Concentração em Londrina foi em frente à sede da 10ª Subdvisão
Curitiba - Na mesma semana em que agentes penitenciários estão acampados em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba, reivindicando melhores condições de trabalho, policiais civis cruzaram os braços em todo o Paraná, prejudicando parcialmente o atendimento à população. O ato, realizado ontem, foi convocado pelo Sindicato das Classes dos Policiais Civis do Paraná (Sinclapol), que expôs os problemas de desvio de função e de superlotação enfrentados pelos investigadores nas carceragens.
Cartazes e faixas pretas de luto foram expostas nas cidades de Londrina, Curitiba, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Umuarama, Guarapuava, Paranavaí e Cianorte. Segundo a entidade, algumas unidades funcionaram no sistema de plantão ontem. Os serviços administrativos voltam ao normal na segunda-feira. A assessoria da Polícia Civil, por outro lado, afirmou que não houve alterações no atendimento.
O estopim para o protesto foi a morte do superintendente da Delegacia de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), Marco Antônio Gogola, na quinta-feira. Ele fazia a escolta de um preso que foi encaminhado para um consultório odontológico, e foi executado por um bando que foi resgatar o detento. O agente de cadeia Marcos Vieira Nunes, que também fazia a escolta, foi baleado nas costas. Ele permanece internado no Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo e sua condição é considerada estável.
Os autores do homicídio foram presos na noite de quinta e apresentados ontem, pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Os pais do preso são suspeitos de planejarem o resgate. Além deles, foram detidos mais três pessoas.
Ontem pela manhã, centenas de policiais da capital e RMC acompanharam o velório e o enterro do colega de trabalho no Cemitério Municipal do Água Verde. Agentes fizeram uma salva de tiros para homenagear o policial. Em seguida, investigadores seguiram em carreata para uma série de protestos pela cidade.
De acordo com o presidente do Sinclapol, André Gutierrez, o desvio de função dos investigadores eleva o risco para os policiais civis. "O problema não é somente a falta de efetivo. Os policiais não são treinados para fazer a manutenção dos presos e a todo momento este tipo de situação ocorre. É uma reclamação antiga da categoria, e a morte do Gogola foi o estopim", disse. Ele também falou da situação das carceragens, que estão superlotadas. ‘’A carceragem é como uma masmorra, é desumana para o preso e para os policiais."
Grupo de trabalho
Em nota oficial, as secretarias estaduais de Segurança Pública (Sesp) e de Justiça (Seju) lamentaram a morte do policial e informaram que desde o início do ano uma comissão de trabalho está encarregado de elaborar a criação de um grupo especializado de guarda de muralha e escolta de presos. A escolta, de acordo com legislação, é responsabilidade da Polícia Militar.
Ainda de acordo com a nota, a Seju está assumindo gradativamente a responsabilidade pela guarda e custódia de presos, liberando os policiais civis para sua função de investigação.
As secretarias lembram também que o excesso de presos em delegacias já foi reduzido em 67%, baixando de 11.660 em janeiro de 2011 para 3.832 hoje. Além disso, em pouco mais de dois anos, a guarda de presos a cargo exclusivamente da Polícia Civil baixou de 16.205 presos para 3.626. Outros 6.315 presos permanecem em 56 carceragens da PC, sob os cuidados da Seju. Por outro lado, a quantidade de presos em penitenciárias subiu de 14.316, em janeiro de 2011, para 18.073 atualmente, em função da ampliação das vagas em 31 estabelecimentos penitenciários.
"A Seju tem feito o máximo possível para resolver a questão e já superamos a meta do governo de diminuir a superlotação nas carceragens e abrir mais vagas no sistema penitenciário, num trabalho conjunto entre Executivo e Judiciário. Uma destas medidas é a realização dos mutirões carcerários, além de outros investimentos", aponta a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes.
Cartazes e faixas pretas de luto foram expostas nas cidades de Londrina, Curitiba, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Umuarama, Guarapuava, Paranavaí e Cianorte. Segundo a entidade, algumas unidades funcionaram no sistema de plantão ontem. Os serviços administrativos voltam ao normal na segunda-feira. A assessoria da Polícia Civil, por outro lado, afirmou que não houve alterações no atendimento.
O estopim para o protesto foi a morte do superintendente da Delegacia de Campo Largo (Região Metropolitana de Curitiba), Marco Antônio Gogola, na quinta-feira. Ele fazia a escolta de um preso que foi encaminhado para um consultório odontológico, e foi executado por um bando que foi resgatar o detento. O agente de cadeia Marcos Vieira Nunes, que também fazia a escolta, foi baleado nas costas. Ele permanece internado no Hospital Nossa Senhora do Rocio, em Campo Largo e sua condição é considerada estável.
Os autores do homicídio foram presos na noite de quinta e apresentados ontem, pelo Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Os pais do preso são suspeitos de planejarem o resgate. Além deles, foram detidos mais três pessoas.
Ontem pela manhã, centenas de policiais da capital e RMC acompanharam o velório e o enterro do colega de trabalho no Cemitério Municipal do Água Verde. Agentes fizeram uma salva de tiros para homenagear o policial. Em seguida, investigadores seguiram em carreata para uma série de protestos pela cidade.
De acordo com o presidente do Sinclapol, André Gutierrez, o desvio de função dos investigadores eleva o risco para os policiais civis. "O problema não é somente a falta de efetivo. Os policiais não são treinados para fazer a manutenção dos presos e a todo momento este tipo de situação ocorre. É uma reclamação antiga da categoria, e a morte do Gogola foi o estopim", disse. Ele também falou da situação das carceragens, que estão superlotadas. ‘’A carceragem é como uma masmorra, é desumana para o preso e para os policiais."
Grupo de trabalho
Em nota oficial, as secretarias estaduais de Segurança Pública (Sesp) e de Justiça (Seju) lamentaram a morte do policial e informaram que desde o início do ano uma comissão de trabalho está encarregado de elaborar a criação de um grupo especializado de guarda de muralha e escolta de presos. A escolta, de acordo com legislação, é responsabilidade da Polícia Militar.
Ainda de acordo com a nota, a Seju está assumindo gradativamente a responsabilidade pela guarda e custódia de presos, liberando os policiais civis para sua função de investigação.
As secretarias lembram também que o excesso de presos em delegacias já foi reduzido em 67%, baixando de 11.660 em janeiro de 2011 para 3.832 hoje. Além disso, em pouco mais de dois anos, a guarda de presos a cargo exclusivamente da Polícia Civil baixou de 16.205 presos para 3.626. Outros 6.315 presos permanecem em 56 carceragens da PC, sob os cuidados da Seju. Por outro lado, a quantidade de presos em penitenciárias subiu de 14.316, em janeiro de 2011, para 18.073 atualmente, em função da ampliação das vagas em 31 estabelecimentos penitenciários.
"A Seju tem feito o máximo possível para resolver a questão e já superamos a meta do governo de diminuir a superlotação nas carceragens e abrir mais vagas no sistema penitenciário, num trabalho conjunto entre Executivo e Judiciário. Uma destas medidas é a realização dos mutirões carcerários, além de outros investimentos", aponta a secretária de Justiça, Maria Tereza Uille Gomes.
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