Haddad critica Malafaia e campanha de Serra
Malafaia gravou um depoimento pedindo votos
para Serra e chegou a declarar que iria "arrebentar" com o Haddad. O
pastor é um dos principais críticos do chamado "kit gay", elaborado pelo
MEC, quando Haddad era ministro
17/10/2012
O
candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, criticou
nesta sexta-feira o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia em Deus
Associação Vitória em Cristo, e a campanha do seu adversário, o tucano
José Serra.
"Importaram [a campanha de Serra] um pastor do Rio de Janeiro para gavar ataques a mim e à minha família", disse Haddad, em entrevista concedida à rádio CBN na manhã desta quarta-feira
Malafaia gravou um depoimento pedindo votos para Serra e chegou a declarar que iria "arrebentar" com o Haddad. O pastor é um dos principais críticos do chamado "kit gay", elaborado pelo MEC, quando Haddad era ministro. O material seria distribuído em escolas públicas do país e era destinado a combater a intolerância contra homossexuais. Alguns vídeos que integravam material foram considerados inadequados pela presidente Dilma Rousseff e arquivados.
Segundo Haddad, a decisão de vetar parte do material foi tomada em conjunto por ele e pela presidente.
"Quando a presidente tomou a decisão, tomou a decisão em comum acordo comigo. Parte do material não estava adequada aos professores e não levaria à conclusão que nós queríamos", disse o petista.
Haddad afirmou que o governo do estado de São Paulo e a prefeitura também possuem material didático destinado ao combate do homofobia.
Segundo o petista, Serra tentou "esconder" o material produzido no estado e no município. "Eu disse de maneira elogiosa que há material semelhante na rede municipal e estadual. Negaram. Não sei se para agradar setores com os quais eles se comprometeram. Deveriam ter orgulho ", afirmou o petista.
Em entrevista à CBN, na terça-feira, Serra disse que o material do MEC "estimulava" o bissexualismo: "A cartilha do MEC estimula a prática do bissexualismo. Ela diz, no filme, que o jovem que tiver preferência por mulher e por homem aumenta em 50% a chance de ter companhia no fim de semana", disse Serra.
O tucano também classificou os materiais como "completamente diferentes". Segundo ele, a elaborado por seu governo é "bem feita".
"Inclusive tem reparos do pessoal da área evangélica, que foram apresentados", disse.
Mensalão
O candidato petista também respondeu questões referentes ao mensalão. Segundo ele, a decisão do Supremo não pode ser contestada.
"Se as instituições funcionam, como estão funcionando, não cabe contestação. Se julgou e puniu e é ultima instância, e não recursos, cumpra-se a decisão", resumiu.
O candidato do PT, no entanto, afirmou que o Supremo Tribunal Federal deve tratar os casos do mensalão do DEM e do PSDB da "mesma maneira" para que a democracia saia fortalecida.
Haddad disse também que, se eleito, não vai abandonar a prefeitura de São Paulo para disputar outros cargos públicos. Ao contrário de Serra, ele comprometeu-se a assinar um documento em que garante que não deixará o Executivo Municipal.
"Importaram [a campanha de Serra] um pastor do Rio de Janeiro para gavar ataques a mim e à minha família", disse Haddad, em entrevista concedida à rádio CBN na manhã desta quarta-feira
Malafaia gravou um depoimento pedindo votos para Serra e chegou a declarar que iria "arrebentar" com o Haddad. O pastor é um dos principais críticos do chamado "kit gay", elaborado pelo MEC, quando Haddad era ministro. O material seria distribuído em escolas públicas do país e era destinado a combater a intolerância contra homossexuais. Alguns vídeos que integravam material foram considerados inadequados pela presidente Dilma Rousseff e arquivados.
Segundo Haddad, a decisão de vetar parte do material foi tomada em conjunto por ele e pela presidente.
"Quando a presidente tomou a decisão, tomou a decisão em comum acordo comigo. Parte do material não estava adequada aos professores e não levaria à conclusão que nós queríamos", disse o petista.
Haddad afirmou que o governo do estado de São Paulo e a prefeitura também possuem material didático destinado ao combate do homofobia.
Segundo o petista, Serra tentou "esconder" o material produzido no estado e no município. "Eu disse de maneira elogiosa que há material semelhante na rede municipal e estadual. Negaram. Não sei se para agradar setores com os quais eles se comprometeram. Deveriam ter orgulho ", afirmou o petista.
Em entrevista à CBN, na terça-feira, Serra disse que o material do MEC "estimulava" o bissexualismo: "A cartilha do MEC estimula a prática do bissexualismo. Ela diz, no filme, que o jovem que tiver preferência por mulher e por homem aumenta em 50% a chance de ter companhia no fim de semana", disse Serra.
O tucano também classificou os materiais como "completamente diferentes". Segundo ele, a elaborado por seu governo é "bem feita".
"Inclusive tem reparos do pessoal da área evangélica, que foram apresentados", disse.
Mensalão
O candidato petista também respondeu questões referentes ao mensalão. Segundo ele, a decisão do Supremo não pode ser contestada.
"Se as instituições funcionam, como estão funcionando, não cabe contestação. Se julgou e puniu e é ultima instância, e não recursos, cumpra-se a decisão", resumiu.
O candidato do PT, no entanto, afirmou que o Supremo Tribunal Federal deve tratar os casos do mensalão do DEM e do PSDB da "mesma maneira" para que a democracia saia fortalecida.
Haddad disse também que, se eleito, não vai abandonar a prefeitura de São Paulo para disputar outros cargos públicos. Ao contrário de Serra, ele comprometeu-se a assinar um documento em que garante que não deixará o Executivo Municipal.
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