sábado, 16 de fevereiro de 2013

16/02/2013

Delegado, PM e guarda são presos por extorsão

Trio teria ameaçado incriminar duas mulheres por tráfico de drogas
Fazenda Rio Grande - O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná (MPPR) prendeu na noite de quinta-feira, em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), um delegado aposentado, um sargento da Polícia Militar e um guarda municipal de Curitiba. Eles são suspeitos de extorquir supostos traficantes de drogas que atuavam na região.

Duas mulheres fizeram a denúncia ao Gaeco. Conforme o coordenador do órgão, Leonir Batisti, há um mês os investigadores vinham acompanhando o caso. As vítimas relataram que caso não pagassem R$ 25 mil, o trio "plantaria" drogas para incriminá-las. "Eles exigiam dinheiro para não entregar estas pessoas envolvidas com a criminalidade. As vítimas negaram ter envolvimento com o tráfico, mas isso também está sendo apurado", disse Batisti.

As duas mulheres já teriam repassado R$ 1,9 mil aos acusados. Na noite de quinta, iriam no local combinado, um posto de gasolina localizado no km 22 da BR-116, para entregar mais R$ 400. No momento da entrega, os investigadores do Gaeco surpreenderam os suspeitos.

"O inquérito será concluído pelo Gaeco e os três serão denunciados à Justiça. Até o momento não podemos informar se outras pessoas faziam parte do esquema e se outras vítimas acabaram sendo extorquidas. Por enquanto temos apenas a denúncia destas duas mulheres", explicou Batisti.

Conduta

A assessoria da PMPR informou que já vinha investigando a suspeita de conduta irregular do sargento, e que passou informações sobre o oficial, auxiliando o Gaeco na prisão dos envolvidos. A corporação ainda destacou que não compactua com este tipo de conduta e que irá instaurar processo judicial, além de abrir um procedimento interno para apurar as responsabilidades do sargento. Já a Prefeitura de Curitiba disse que a Secretaria Municipal de Defesa Social está ciente da prisão do Guarda Municipal, e que acompanha as investigações. O órgão também informou que o guarda municipal está sujeito a sanções que vão de advertência a expulsão da corporação. A Polícia Civil informou que não se manifestaria porque o delegado suspeito é aposentado e não faz mais parte do seu quadro.

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