10/05/2013
Megaoperação prende mais de 300 no PR
Em todo o País foram feitas cerca de 2 mil prisões
Valéria Padovani: "Quem tem preparo para investigar é a polícia e não o Ministério Público"
Curitiba - Policiais civis capturaram 303 pessoas ontem, em todo o Paraná, durante a Operação PC 27, suspeitas de cometer crimes como tráfico de drogas, homicídios, violência contra mulheres e crianças, latrocínio, furtos, roubos, entre outros, em diversos municípios. Deste total, 288 foram presos preventivamente e 15 adolescentes foram apreendidos.
Pela primeira vez, o Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil (CONCPC) coordenou a ação que também foi desencadeada nos demais 25 Estados da Federação e no Distrito Federal, por isso o nome "PC 27".
A operação foi desenvolvida em comemoração aos 205 anos de fundação da primeira Polícia Civil, fundada em 10 de maio de 1808, no Rio de Janeiro. O primeiro balanço parcial da ação de ontem, divulgado na capital fluminense, sede do CONCPC, apontava para mais de 2 mil criminosos presos em todo o País.
Durante a coletiva, as autoridades negaram que a operação tenha representado um "manifesto" em favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que impõe limites ao poder de investigação do Ministério Público (MP) e de outros órgãos.
"A operação teve o objetivo de buscar um maior aprimoramento no trabalho de investigação da polícia. É a primeira de muitas que ainda estão por vir e os índices alcançados foram satisfatórios. Não se trata de um manifesto, é um trabalho que sempre vem sendo feito. O que houve hoje (ontem) foi um orquestramento por parte do Conselho Nacional para que fizéssemos esta operação em conjunto", ressaltou a delegada titular do Grupo Auxiliar Financeiro da Polícia Civil do Paraná, Valéria Padovani. Ela representou o delegado geral Marcus Vinícius Michelotto, que estava em viagem.
"Quem tem preparo para investigar é a polícia e não o Ministério Público, com todo respeito às instituições. A Polícia Civil investiga e prende, o MP possui o controle externo da atividade policial. A investigação tem que ser dirigida por policiais de carreira. É como nós estarmos tratando uma doença com o remédio errado. Se a sociedade percebe que está ocorrendo uma deficiência no trabalho da polícia, temos sim que efetivar nosso trabalho para resolver a questão", completou a delegada.
Durante a operação também foram retiradas de circulação 25 armas, 1,3 quilo de maconha, 470 gramas de crack, 170 gramas de cocaína e R$ 17,5 mil resultante do tráfico de drogas. Além disso, policiais também cumpriram 105 mandados de busca e apreensão e recuperaram 12 veículos.
Em Londrina, conforme a 10ª Subdivisão Policial, foram presas 12 pessoas, sendo cinco por estupro de vulnerável e sete integrantes de uma quadrilha de estelionatários. Ao todo 25 mandados de prisão foram expedidos. "Os demais mandados serão cumpridos nos próximos dias", informou o chefe da SDP Márcio Amaro.
O plano de ação da operação já tinha sido repassado para todas as subdivisões policiais e também para os grupos especiais e delegacias especializadas como Tigre, Cope e Denarc. Ao todo, participaram da PC 27 mais de 700 policiais.
Um dos presos na operação foi Robson Jesus Jordão. Ele e outros três homens furtaram do Museu de Arte de São Paulo, em dezembro de 2007, as obras "O Lavrador de Café", de Cândido Portinari, e "O Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, avaliados em R$ 100 milhões. Jordão foi encontrado em Foz do Iguaçu.
Pela primeira vez, o Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil (CONCPC) coordenou a ação que também foi desencadeada nos demais 25 Estados da Federação e no Distrito Federal, por isso o nome "PC 27".
A operação foi desenvolvida em comemoração aos 205 anos de fundação da primeira Polícia Civil, fundada em 10 de maio de 1808, no Rio de Janeiro. O primeiro balanço parcial da ação de ontem, divulgado na capital fluminense, sede do CONCPC, apontava para mais de 2 mil criminosos presos em todo o País.
Durante a coletiva, as autoridades negaram que a operação tenha representado um "manifesto" em favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 37, que impõe limites ao poder de investigação do Ministério Público (MP) e de outros órgãos.
"A operação teve o objetivo de buscar um maior aprimoramento no trabalho de investigação da polícia. É a primeira de muitas que ainda estão por vir e os índices alcançados foram satisfatórios. Não se trata de um manifesto, é um trabalho que sempre vem sendo feito. O que houve hoje (ontem) foi um orquestramento por parte do Conselho Nacional para que fizéssemos esta operação em conjunto", ressaltou a delegada titular do Grupo Auxiliar Financeiro da Polícia Civil do Paraná, Valéria Padovani. Ela representou o delegado geral Marcus Vinícius Michelotto, que estava em viagem.
"Quem tem preparo para investigar é a polícia e não o Ministério Público, com todo respeito às instituições. A Polícia Civil investiga e prende, o MP possui o controle externo da atividade policial. A investigação tem que ser dirigida por policiais de carreira. É como nós estarmos tratando uma doença com o remédio errado. Se a sociedade percebe que está ocorrendo uma deficiência no trabalho da polícia, temos sim que efetivar nosso trabalho para resolver a questão", completou a delegada.
Durante a operação também foram retiradas de circulação 25 armas, 1,3 quilo de maconha, 470 gramas de crack, 170 gramas de cocaína e R$ 17,5 mil resultante do tráfico de drogas. Além disso, policiais também cumpriram 105 mandados de busca e apreensão e recuperaram 12 veículos.
Em Londrina, conforme a 10ª Subdivisão Policial, foram presas 12 pessoas, sendo cinco por estupro de vulnerável e sete integrantes de uma quadrilha de estelionatários. Ao todo 25 mandados de prisão foram expedidos. "Os demais mandados serão cumpridos nos próximos dias", informou o chefe da SDP Márcio Amaro.
O plano de ação da operação já tinha sido repassado para todas as subdivisões policiais e também para os grupos especiais e delegacias especializadas como Tigre, Cope e Denarc. Ao todo, participaram da PC 27 mais de 700 policiais.
Um dos presos na operação foi Robson Jesus Jordão. Ele e outros três homens furtaram do Museu de Arte de São Paulo, em dezembro de 2007, as obras "O Lavrador de Café", de Cândido Portinari, e "O Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, avaliados em R$ 100 milhões. Jordão foi encontrado em Foz do Iguaçu.
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