15/08/2013
Maringá inventa moda para enfrentar concorrência chinesa
Setores de fabricação e de atacado investem em lançamento de tendências e produtos de qualidade para ganhar mercado
Para a consultora de venda direta Silvia Pereira, as grifes de Maringá garantem o interesse do cliente
O polo de confecções de Maringá se reinventou e investiu em produtos de qualidade e no lançamento de tendências para superar o período de crise enfrentado pelo setor desde 2011, o que fez com que o faturamento da região tivesse um aumento médio de 30% nos últimos três anos. Mesmo com a queda de competitividade do produto nacional, principalmente em relação ao chinês, dados do Sindicato da Indústria do Vestuário (Sindivest) de Maringá e Região apontam para a movimentação de R$ 1,680 bilhão em 2012, com produção total de 60 milhões de peças.
No País, porém, a entrada de produtos importados prejudicou a indústria nacional. Houve queda de 4,6% na produção de janeiro a outubro do ano passado sobre o mesmo período de 2011, segundo dados divulgados no fim de 2012 pelo Sindivestuário, que reúne três sindicatos do setor. Pelo mesmo levantamento, de 2008 até outubro do ano passado houve aumento de 272% no número de roupas e confecções importadas no mercado brasileiro.
No corredor entre Maringá e Cianorte, a estratégia para superar o cenário adverso foi investir em tecnologia de maquinários, especialização da mão de obra, na qualidade do produto, no lançamento de tendências e na oferta de estrutura em shoppings atacadistas. Com isso, o polo contabiliza hoje vendas para todos os estados brasileiros, com fluxo maior para 12 deles. "Dizemos aqui que não fazemos roupa, fazemos moda. Quem faz roupa é o chinês", diz o presidente do Sindivest, Cassio Almeida.
Ele conta que o produto que vem do outro lado do mundo não consegue se manter atualizado, por exemplo, com os lançamentos que surgem nas novelas. "No Brasil, a moda feminina é muito dinâmica e o chinês precisa de tempo para produzir em escala", conta. Ele lembra que 90% dos lançamentos hoje são para mulheres. Para agilizar ainda mais o processo, profissionais locais deixaram de buscar coleções em São Paulo para ir direto à fonte, com intercâmbios em cidades como Milão, na Itália, e Paris, na França.
Presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Marco Tadeu Barbosa afirma que até se assustou com a organização do setor na região. "Fizeram um grande investimento no setor, com melhorias não só nos produtos, mas no espaço para compras", conta. Barbosa se refere ao fato de os grandes shoppings atacadistas começarem a oferecer transporte, hospedagem e refeições a compradores cadastrados, o que hoje atrai 17 mil ao mês à região. "É um dos setores que mais cresce na cidade devido à organização."
Em busca de projeção nacional, empresários do setor ainda se uniram e criaram a marca Moda Maringá, que deu nome a um time de vôlei que vai jogar a Superliga masculina, capitaneado pelo levantador Ricardinho. "São atletas em nível de seleção que vão elevar o nome da cidade com muita mídia espontânea", prevê Barbosa. "Poderemos ter desfiles de moda no intervalo de jogos, com cobertura de canais fechados e até abertos, se o clube chegar às semifinais", completa o presidente do Sindivest, Cassio Almeida.
Vantagens
Almeida lembra que a cidade é diferenciada em relação a outros polos de confecções, o que ajuda a explicar o crescimento. "Brusque (SC) pode ser um polo, mas não tem aeroporto a menos de 100 km e isso atrapalha. Aqui, temos toda a estrutura", lembra o presidente do Sindivest. Ele cita ainda que Maringá começa a se destacar até sobre a capital paulista, maior e mais tradicional atacado de roupas do País. "O pessoal tem dificuldade de acesso em São Paulo, porque tudo é longe, o trânsito é ruim e há o risco de assaltos, então temos marcas e compradores de lá que estão preferindo se mudar para o Paraná."
No País, porém, a entrada de produtos importados prejudicou a indústria nacional. Houve queda de 4,6% na produção de janeiro a outubro do ano passado sobre o mesmo período de 2011, segundo dados divulgados no fim de 2012 pelo Sindivestuário, que reúne três sindicatos do setor. Pelo mesmo levantamento, de 2008 até outubro do ano passado houve aumento de 272% no número de roupas e confecções importadas no mercado brasileiro.
No corredor entre Maringá e Cianorte, a estratégia para superar o cenário adverso foi investir em tecnologia de maquinários, especialização da mão de obra, na qualidade do produto, no lançamento de tendências e na oferta de estrutura em shoppings atacadistas. Com isso, o polo contabiliza hoje vendas para todos os estados brasileiros, com fluxo maior para 12 deles. "Dizemos aqui que não fazemos roupa, fazemos moda. Quem faz roupa é o chinês", diz o presidente do Sindivest, Cassio Almeida.
Ele conta que o produto que vem do outro lado do mundo não consegue se manter atualizado, por exemplo, com os lançamentos que surgem nas novelas. "No Brasil, a moda feminina é muito dinâmica e o chinês precisa de tempo para produzir em escala", conta. Ele lembra que 90% dos lançamentos hoje são para mulheres. Para agilizar ainda mais o processo, profissionais locais deixaram de buscar coleções em São Paulo para ir direto à fonte, com intercâmbios em cidades como Milão, na Itália, e Paris, na França.
Presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá (Acim), Marco Tadeu Barbosa afirma que até se assustou com a organização do setor na região. "Fizeram um grande investimento no setor, com melhorias não só nos produtos, mas no espaço para compras", conta. Barbosa se refere ao fato de os grandes shoppings atacadistas começarem a oferecer transporte, hospedagem e refeições a compradores cadastrados, o que hoje atrai 17 mil ao mês à região. "É um dos setores que mais cresce na cidade devido à organização."
Em busca de projeção nacional, empresários do setor ainda se uniram e criaram a marca Moda Maringá, que deu nome a um time de vôlei que vai jogar a Superliga masculina, capitaneado pelo levantador Ricardinho. "São atletas em nível de seleção que vão elevar o nome da cidade com muita mídia espontânea", prevê Barbosa. "Poderemos ter desfiles de moda no intervalo de jogos, com cobertura de canais fechados e até abertos, se o clube chegar às semifinais", completa o presidente do Sindivest, Cassio Almeida.
Vantagens
Almeida lembra que a cidade é diferenciada em relação a outros polos de confecções, o que ajuda a explicar o crescimento. "Brusque (SC) pode ser um polo, mas não tem aeroporto a menos de 100 km e isso atrapalha. Aqui, temos toda a estrutura", lembra o presidente do Sindivest. Ele cita ainda que Maringá começa a se destacar até sobre a capital paulista, maior e mais tradicional atacado de roupas do País. "O pessoal tem dificuldade de acesso em São Paulo, porque tudo é longe, o trânsito é ruim e há o risco de assaltos, então temos marcas e compradores de lá que estão preferindo se mudar para o Paraná."
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