16/08/2013
Gaeco denuncia delegados por corrupção
Curitiba - O Gaeco apresentou ontem denúncia contra quatro delegados, 15 investigadores, um agente de apoio e três comerciantes por participação em um esquema de corrupção dentro da Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos (DFRV). As denúncias ocorrem quatro meses após a Operação Vortex, quando o esquema foi revelado pelo Gaeco.
Os policiais civis são acusados de cobrar de donos de lojas automotivas para que não fossem apresentadas denúncias de irregularidades. Entre as acusações estão três casos de concussão (exigência financeira mediante ameaça), um de abuso de direito, um de denunciação caluniosa, um de lavagem de dinheiro, três de corrupção ativa e 15 corrupção passiva. Os policiais também foram denunciados pelo crime de quadrilha.
Entre os denunciados estão os delegados Anderson Franco (da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas), Gerson Machado (Delegacia de Quatro Barras), Luiz Carlos de Oliveira (ex-chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio) e Marco Antônio de Goes. Todos os acusados passaram pela DFRV, e atualmente estão em atividade na Polícia Civil. O Gaeco pede à Justiça o afastamento deles.
Esquema
O promotor de Justiça André Glitz explica que os policiais são suspeitos de cobrar valores mensais de lojas para que não fossem realizadas ações nos estabelecimentos comerciais. "Há nesse meio um receio muito grande de denúncia, de repressão ou até de ser preso." Isso, completa o promotor, fazia com que os lojistas pagassem para continuar trabalhando.
O volume financeiro movimentado pela quadrilha seria de, pelo menos, R$ 650 mil. Foram ouvidas 50 vítimas para a conclusão do inquérito.
Segundo o promotor Denilson Soares de Almeida, o mentor das ações criminosas seria Oliveira, que comandava a Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, à qual a DFRV é subordinada. "Ele indicou Goes para ser chefe da DFRV em 2011, manteve Franco e indicava investigadores de sua confiança. Em um primeiro momento, essa gestão começou o esquema da quadrilha".
Goes ficou na chefia da DFRV até maio de 2012 e foi retirado por surgir suspeita de que ele era investigado na época. Machado assumiu a delegacia e, segundo Almeida, as ações da suposta quadrilha teriam ficado mais truculentas. "Ele criou um clima para mostrar que estavam trabalhando, mas isso ficou perigoso para o esquema e, então, Machado foi afastado."
Quanto aos três comerciantes, segundo Glitz, teria partido deles a iniciativa de pagar para não serem denunciados. Outras pessoas ainda podem ser acusadas caso surjam novas provas.
O advogado Rafael Antônio Pellizzetti, que defende Gerson Machado, disse que a acusação se baseia no depoimento de "um personagem com extensa ficha criminal".
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que está analisando as providências a serem tomadas em relação aos envolvidos na Operação Vortex, não descartando a possibilidade de afastamento dos policiais civis de suas funções.
Os policiais civis são acusados de cobrar de donos de lojas automotivas para que não fossem apresentadas denúncias de irregularidades. Entre as acusações estão três casos de concussão (exigência financeira mediante ameaça), um de abuso de direito, um de denunciação caluniosa, um de lavagem de dinheiro, três de corrupção ativa e 15 corrupção passiva. Os policiais também foram denunciados pelo crime de quadrilha.
Entre os denunciados estão os delegados Anderson Franco (da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas), Gerson Machado (Delegacia de Quatro Barras), Luiz Carlos de Oliveira (ex-chefe da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio) e Marco Antônio de Goes. Todos os acusados passaram pela DFRV, e atualmente estão em atividade na Polícia Civil. O Gaeco pede à Justiça o afastamento deles.
Esquema
O promotor de Justiça André Glitz explica que os policiais são suspeitos de cobrar valores mensais de lojas para que não fossem realizadas ações nos estabelecimentos comerciais. "Há nesse meio um receio muito grande de denúncia, de repressão ou até de ser preso." Isso, completa o promotor, fazia com que os lojistas pagassem para continuar trabalhando.
O volume financeiro movimentado pela quadrilha seria de, pelo menos, R$ 650 mil. Foram ouvidas 50 vítimas para a conclusão do inquérito.
Segundo o promotor Denilson Soares de Almeida, o mentor das ações criminosas seria Oliveira, que comandava a Divisão de Crimes Contra o Patrimônio, à qual a DFRV é subordinada. "Ele indicou Goes para ser chefe da DFRV em 2011, manteve Franco e indicava investigadores de sua confiança. Em um primeiro momento, essa gestão começou o esquema da quadrilha".
Goes ficou na chefia da DFRV até maio de 2012 e foi retirado por surgir suspeita de que ele era investigado na época. Machado assumiu a delegacia e, segundo Almeida, as ações da suposta quadrilha teriam ficado mais truculentas. "Ele criou um clima para mostrar que estavam trabalhando, mas isso ficou perigoso para o esquema e, então, Machado foi afastado."
Quanto aos três comerciantes, segundo Glitz, teria partido deles a iniciativa de pagar para não serem denunciados. Outras pessoas ainda podem ser acusadas caso surjam novas provas.
O advogado Rafael Antônio Pellizzetti, que defende Gerson Machado, disse que a acusação se baseia no depoimento de "um personagem com extensa ficha criminal".
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que está analisando as providências a serem tomadas em relação aos envolvidos na Operação Vortex, não descartando a possibilidade de afastamento dos policiais civis de suas funções.
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