11/04/2013
Gaeco vai apurar suposto crime de ex-diretor da CMTU

Testemunha em audiência ontem, Wilson Santos de Jesus será investigado por falsidade ideológica
O coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Londrina (Gaeco), Cláudio Esteves, vai requisitar a instauração de inquérito policial para apurar possível falsidade ideológica praticada pelo ex-diretor de Trânsito da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) Wilson Santos de Jesus. A afirmação foi feita ontem, após a primeira audiência na 2 Vara Criminal, onde tramita processo que acusa cinco funcionários e ex-funcionários da companhia de falsidade ideológica pelo cancelamento indevido de duas multas de trânsito.
Jesus, que atualmente ocupa cargo comissionado para assessorar a presidência da CMTU, e é testemunha no processo, emitiu documento em 5 de julho do ano passado no qual atestava que não havia e nunca houve faixa de canalização - local em que é proibido estacionar - na Avenida Santos Dummont, em frente ao número 520. O documento não informa, porém, que havia no local uma faixa indicando vaga para cadeirantes, onde também é proibido estacionar.
O documento foi dado como resposta a um pedido do então coordenador de fiscalização de comunicação visual da CMTU, Maurício Teixeira dos Anjos, que foi multado em dezembro de 2010 por estacionar naquele local e posteriormente beneficiado pelo cancelamento da multa. Para formular sua defesa, Anjos pede o documento à Diretoria de Trânsito. ''O documento (assinado por Jesus) dá a impressão de que não havia proibição para estacionar naquele endereço, mas, era sim proibido estacionar ali, porque se tratava de vaga para cadeirantes e esta informação não consta do documento. Trata-se, em tese, de uma omissão relevante e por isso vamos pedir a abertura de inquérito para apurar se há falsidade idológica neste documento'', explicou Cláudio Esteves, acrescentando que questionou o ex-diretor sobre o assunto na audiência de ontem.
Logo após prestar depoimento ontem, como testemunha arrolada pelo MP, Jesus esquivou-se ao ser questionado sobre sua declarações. ''Afirmei o que já havia dito antes. Prefiro não acrescentar mais comentários.'' Em agosto do ano passado, quando uma sindicância interna da CMTU apontou possível falsidade no documento, Jesus negou qualquer irregularidade, garantindo ter sido vítima de armação.
A sindicância recomendou a demissão de Jesus por este e outros três motivos, como ter supostamente beneficiado pelo cancelamento de uma multa aplicada contra seu veículo e não ter apurado denúncias de cancelamento de multas, mesmo tendo sido alertado da irregularidade. Contudo, ele foi absolvido em processo disciplinar e, nesta nova administração, foi nomeado para um cargo comissionado.
Processo
Além de Maurício dos Anjos, respondem ao processo criminal o agente de trânsito Eduardo Brazão; o ex-coordenador da diretoria administrativo-financeira Rogério Duque de Oliveira; o agente de trânsito Leandro Crepaladi; e a ex-coordenadora dos agentes Maria do Socorro dos Anjos Silva. ''Vamos esclarecer a verdade dos fatos até o final do processo'', disse o advogado dela, Davidson Tavares. Os outros réus e seus advogados preferiram não comentar os fatos. Ontem, nove das 10 testemunhas de acusação (arroladas pelo Ministério Público) foram ouvidas. As 25 testemunhas convocadas pelos réus serão ouvidas apenas em 30 de setembro.
Jesus, que atualmente ocupa cargo comissionado para assessorar a presidência da CMTU, e é testemunha no processo, emitiu documento em 5 de julho do ano passado no qual atestava que não havia e nunca houve faixa de canalização - local em que é proibido estacionar - na Avenida Santos Dummont, em frente ao número 520. O documento não informa, porém, que havia no local uma faixa indicando vaga para cadeirantes, onde também é proibido estacionar.
O documento foi dado como resposta a um pedido do então coordenador de fiscalização de comunicação visual da CMTU, Maurício Teixeira dos Anjos, que foi multado em dezembro de 2010 por estacionar naquele local e posteriormente beneficiado pelo cancelamento da multa. Para formular sua defesa, Anjos pede o documento à Diretoria de Trânsito. ''O documento (assinado por Jesus) dá a impressão de que não havia proibição para estacionar naquele endereço, mas, era sim proibido estacionar ali, porque se tratava de vaga para cadeirantes e esta informação não consta do documento. Trata-se, em tese, de uma omissão relevante e por isso vamos pedir a abertura de inquérito para apurar se há falsidade idológica neste documento'', explicou Cláudio Esteves, acrescentando que questionou o ex-diretor sobre o assunto na audiência de ontem.
Logo após prestar depoimento ontem, como testemunha arrolada pelo MP, Jesus esquivou-se ao ser questionado sobre sua declarações. ''Afirmei o que já havia dito antes. Prefiro não acrescentar mais comentários.'' Em agosto do ano passado, quando uma sindicância interna da CMTU apontou possível falsidade no documento, Jesus negou qualquer irregularidade, garantindo ter sido vítima de armação.
A sindicância recomendou a demissão de Jesus por este e outros três motivos, como ter supostamente beneficiado pelo cancelamento de uma multa aplicada contra seu veículo e não ter apurado denúncias de cancelamento de multas, mesmo tendo sido alertado da irregularidade. Contudo, ele foi absolvido em processo disciplinar e, nesta nova administração, foi nomeado para um cargo comissionado.
Processo
Além de Maurício dos Anjos, respondem ao processo criminal o agente de trânsito Eduardo Brazão; o ex-coordenador da diretoria administrativo-financeira Rogério Duque de Oliveira; o agente de trânsito Leandro Crepaladi; e a ex-coordenadora dos agentes Maria do Socorro dos Anjos Silva. ''Vamos esclarecer a verdade dos fatos até o final do processo'', disse o advogado dela, Davidson Tavares. Os outros réus e seus advogados preferiram não comentar os fatos. Ontem, nove das 10 testemunhas de acusação (arroladas pelo Ministério Público) foram ouvidas. As 25 testemunhas convocadas pelos réus serão ouvidas apenas em 30 de setembro.
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