01/03/2013
A linguagem das tatuagens dos presos
Desenhos podem indicar a quais grupos o detento está ligado e qual crime ele cometeu; integrante da PC lançará livro sobre o assunto
Jorge Luiz Werbitzki: "Muitas vezes elas são feitas à força pelos colegas"
Os presidiários ficam em um espaço onde há poucos recursos para demonstrar poder e as tatuagens surgem como uma espécie de código, capaz de demonstrar o "currículo". O retratista da Polícia Científica do Paraná, Jorge Luiz Werbitzki, estudou durante dez anos as fotografias de tatuagens de presos do sistema penitenciário estadual e deve lançar ainda neste semestre o livro "Linguagem de cadeia", mostrando os desenhos, letras e símbolos mais comuns entre aqueles que vivem na prisão.
Werbitzki destacou que muitas tatuagens são para determinar a quais grupos o detento está ligado e qual o seu nível hierárquico no submundo do crime. E, diferentemente do que acontece fora desse ambiente de grades e celas, ele explica que a tatuagem entre a população encarcerada nem sempre é feita de maneira voluntária. "Muitas vezes elas são feitas à força pelos colegas", reforçou Werbitzki.
A tatuagem de cadeia é de péssima qualidade e normalmente feita com tinta de caneta ou de parede, podendo ser à base de água ou óleo e até obtida de sacolas plásticas derretidas. Os instrumentos são improvisados com agulhas de costura ou lâminas adaptadas a um motor de aparelho de barbear, o que torna o processo mais doloroso que o comum, mas a própria dor é uma forma de rito de passagem ao qual esses presos são submetidos.
As tatuagens mais comuns, explica Werbitzki, são pontos entre o dedo polegar e o indicador, pelos quais a quantidade pode definir qual o crime cometido. Um ponto significa batedor de carteira; dois, estuprador; três, traficante; quatro, autor de furto; cinco, autor de roubo; seis, homicida. "Existem variações, como as tatuagens de cinco pontos em forma de cruz, que indica chefe de quadrilha. Outra variável é o desenho de um círculo com riscos como se fosse uma mira, que também indica que é um chefe de quadrilha", explicou o retratista.
Existem desenhos que remetem à sexualidade de seu portador. Já A imagem de Nossa Senhora Aparecida da nuca até o cóccix pode significar que o preso é autor de estupro; se for de tamanho menor, é relacionada a um matador profissional. Também pode representar estupro uma sereia tatuada na perna direita, imagem de São Sebastião, um ponto ou vários deles no rosto ou nas costas. Borboletas são tatuadas quando o preso é homossexual ou pedófilo.
Uma teia de aranha tatuada na barriga da perna é homenagem a um preso que morreu dentro do sistema penitenciário; enquanto que no cotovelo representa os skinheads. "As inscrições de iniciais podem determinar se a pessoa pertence a uma facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas são feitas em tamanho pequeno. Já as iniciais em letras maiores são utilizadas por presos em homenagem a uma pessoa, seja ela uma filha, uma esposa ou a sua mãe", revelou. Por este motivo ele ressaltou que as pessoas que vivem fora do cárcere e que quiserem fazer uma tatuagem devem ter cuidado com o desenho ou letras que irão escolher.
Werbitzki destacou que muitas tatuagens são para determinar a quais grupos o detento está ligado e qual o seu nível hierárquico no submundo do crime. E, diferentemente do que acontece fora desse ambiente de grades e celas, ele explica que a tatuagem entre a população encarcerada nem sempre é feita de maneira voluntária. "Muitas vezes elas são feitas à força pelos colegas", reforçou Werbitzki.
A tatuagem de cadeia é de péssima qualidade e normalmente feita com tinta de caneta ou de parede, podendo ser à base de água ou óleo e até obtida de sacolas plásticas derretidas. Os instrumentos são improvisados com agulhas de costura ou lâminas adaptadas a um motor de aparelho de barbear, o que torna o processo mais doloroso que o comum, mas a própria dor é uma forma de rito de passagem ao qual esses presos são submetidos.
As tatuagens mais comuns, explica Werbitzki, são pontos entre o dedo polegar e o indicador, pelos quais a quantidade pode definir qual o crime cometido. Um ponto significa batedor de carteira; dois, estuprador; três, traficante; quatro, autor de furto; cinco, autor de roubo; seis, homicida. "Existem variações, como as tatuagens de cinco pontos em forma de cruz, que indica chefe de quadrilha. Outra variável é o desenho de um círculo com riscos como se fosse uma mira, que também indica que é um chefe de quadrilha", explicou o retratista.
Existem desenhos que remetem à sexualidade de seu portador. Já A imagem de Nossa Senhora Aparecida da nuca até o cóccix pode significar que o preso é autor de estupro; se for de tamanho menor, é relacionada a um matador profissional. Também pode representar estupro uma sereia tatuada na perna direita, imagem de São Sebastião, um ponto ou vários deles no rosto ou nas costas. Borboletas são tatuadas quando o preso é homossexual ou pedófilo.
Uma teia de aranha tatuada na barriga da perna é homenagem a um preso que morreu dentro do sistema penitenciário; enquanto que no cotovelo representa os skinheads. "As inscrições de iniciais podem determinar se a pessoa pertence a uma facção criminosa, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), mas são feitas em tamanho pequeno. Já as iniciais em letras maiores são utilizadas por presos em homenagem a uma pessoa, seja ela uma filha, uma esposa ou a sua mãe", revelou. Por este motivo ele ressaltou que as pessoas que vivem fora do cárcere e que quiserem fazer uma tatuagem devem ter cuidado com o desenho ou letras que irão escolher.
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