sábado, 16 de março de 2013


16/03/2013 

Rasera é condenado a mais de 20 anos de prisão por escutas

Figura de destaque na campanha eleitoral de 2006, policial civil também deve deixar cargo; defesa vai recorrer
Curitiba - A Justiça de Campo Largo decidiu por uma pena de 20 anos e nove meses de prisão ao policial civil Délcio Augusto Rasera, acusado de participar de uma quadrilha especializada em escutas telefônicas ilegais (''grampos''). Ouvido pela FOLHA, Rasera disse que ''soube pela imprensa'' da condenação e que irá recorrer da pena. 

O advogado do policial, Luiz Fernando Comegno, disse que irá pedir a nulidade do processo e a revisão da pena de 20 anos. ''Foram calculados dois anos para cada suposto grampo citado no processo. Isso é um absurdo jurídico'', reclamou Comegno, cuja tese é a de ''crime continuado'', onde todas as infrações seriam decorrentes da primeira. Isso reduziria drasticamente a condenação. ''Não sou bandido, vou me apresentar onde for determinado, mas é uma pena descabida'', disse Rasera. 

Na época da denúncia, em 2006, ele estava licenciado da polícia e trabalhava na Casa Civil do então governador Roberto Requião (PMDB), que na época estava em plena campanha eleitoral. Não ficou comprovado vínculo entre os ''grampos'' atribuídos a Rasera e o político. Em sua defesa, o policial disse à Justiça que trabalhava na Casa Civil investigando indícios de fraudes. A empresa de investigação que mantinha seria somente para a realização de varreduras em linhas telefônicas, para encontrar grampos e não colocá-los. 

A denúncia à Justiça Estadual foi realizada pelo Ministério Público (MP) do Paraná. Equipamentos eletrônicos e gravações apreendidas compõem o processo. Fora a pena, Rasera também foi condenado a perder o cargo na Polícia Civil.

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