quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ataque de laser ainda põe voos em risco em Londrina

Desde janeiro deste ano, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registra 93 notificações de emissão de raio laser em Londrina. O Aeroporto José Richa aparece entre os líderes de relatos no Brasil, atrás apenas do Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, de Brasília, com 103, seguido pelo Aeroporto da Pampulha em Belo Horizonte com 96 registros. As informações foram enviadas por pilotos de todo o Brasil e também por funcionários dos aeroportos.

Levando em conta o número de casos no Estado, Londrina concentra 65% das invasões de laser a cabines de aeronaves. Com 141, o Paraná é o terceiro em notificações no País. São Paulo, com 284, e Minas Gerais, com 222, lideram.

O elevado número de casos preocupa o Cenipa. A incidência do feixe de luz do laser na visão do piloto põe em risco os voos. Numa situação mais grave, a distração ou cegueira momentânea pode impossibilitar o piloto de conduzir a aeronave e ocasionar perda de controlo em voo.

Em Londrina, nenhum caso grave foi registrado no ano. As principais consequências relatadas pelos pilotos são de distração. No dia 29 de março, às 22h40, um voo da Passaredo precisou arremeter devido ao ofuscamento intenso dos dois pilotos. Três outras aeronaves reportaram os mesmos tipos de ataques de duas fontes de laser no mesmo dia.

Desde fevereiro o Cenipa abriu um canal de comunicação no site para receber as notificações. A emissão de laser verde pode ser informada por qualquer pessoa.

Segundo o Cenipa, estatísticas da Boeing indicam que a maior parte dos acidentes aéreos acontecem na fase de aproximação e pouso, quando há incremento da carga de trabalho na cabine do avião. O risco acontece porque a luz verde do laser é forte para afetar a segurança de voo, dificulta a leitura dos instrumentos no painel e a visão do ambiente externo para conduzir a aeronave.

A ação de apontar a caneta laser para um avião pode ser enquadrada como crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo. A lei prevê de dois a cinco anos de cadeia, porém caso haja um acidente com mortes, o responsável pode ser condenado a até 12 anos.

Apesar da identificação das áreas de onde são emitidos os lasers, em Londrina, nenhuma pessoa foi localizada e presa neste ano.
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Dupla ataca ônibus de estudantes e mata motorista

Duas pessoas armadas e encapuzadas invadiram um ônibus de estudantes e mataram o motorista a tiros. O crime foi registrado no final da noite de terça-feira (16), na PR-158, no trecho entre Dois Vizinhos e Saudade do Iguaçu, no sudoeste do Estado.

De acordo com a Polícia Civil de Chopinzinho, que investiga o caso, os elementos aproveitaram o momento em que o motorista deixava uma estudante. Eles adentraram o veículo e efetuaram diversos disparos.

João Ferreira Camargo, 41 anos, ainda seguiu na condução por alguns metros, mas o ônibus caiu em um barranco. Ele morreu pouco após dar entrada no hospital de Chopinzinho.

Durante a tarde desta quarta-feira (17), os policiais realizavam diligências para encontrar os suspeitos.
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Ex-detento de Londrina é morto em Arapongas

Um jovem de 19 anos foi morto a tiros na cidade de Arapongas, no início da tarde desta quarta-feira (17), na rua Louro Verde, no Jardim Nossa Senhora da Graça. Além da vítima, outras duas pessoas também foram feridas pelos tiros.

Segundo o delegado da Polícia Civil, Pedro Lucena, o ex-detento Gilson de Oliveira saiu há aproximadamente duas semanas do Educandário de Londrina, onde cumpriu pena de três anos por homicídio. "A polícia suspeita de um acerto de contas. A irmã da vítima confirmou que ele já estava envolvido com o tráfico de drogas", revelou.

De acordo com o Samu, os tiros também atingiram um homem na perna e uma mulher no braço. As vítimas foram encaminhadas para a Santa Casa de Arapongas.

A Polícia Civil abriu diligências para localizar os suspeitos por envolvimento no homicídio.

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