quarta-feira, 13 de março de 2013


13/03/2013

Onda de violência preocupa Assaí

Três suspostos traficantes morreram em guerra de gangues de adolescentes este ano
José Paulo Martins, da Associação Comercial: "Têm ocorrido assaltos à luz do dia"
Fotos: Anderson Coelho
Tráfico de drogas tem gerado temor entre os comerciantes e a população em geral
Assai - A população de Assai está preocupada com a ação de traficantes de drogas na cidade. A situação estaria por trás do crescimento dos índices de violência na cidade. Boa parte dos usuários de drogas são pessoas de baixa renda que, segundo a polícia, muitas vezes apelam para furtos ou assaltos nas residências e no comércio para manter o vício.

O secretário de Segurança e Cidadania do Município, Maurilio Antonio Avelar, diz que somente este ano foram registrados três mortes na guerra entre gangues de adolescentes na cidade. Nove suspeitos foram apreendidos.

Avelar, que foi delegado na cidade por 14 anos, diz que o consumo de drogas está gerando muita insegurança entre os moradores da cidade, que tinham uma vida bem mais tranquila. "Hoje, os adultos usam os adolescentes para cometer crime e isto virou um problema muito sério, até porque o Estado não tem local para abrigar todos estes adolescentes (infratores)", avalia.

Na quinta feira à noite, o Rotary Club promoveu uma reunião com representantes de vários setores da sociedade para discutir o assunto.

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Assai, José Paulo Martins, diz que o tráfico e o uso de drogas gera temor entre os comerciantes e a população de maneira geral, inclusive, porque têm ocorrido "assaltos à luz do dia".

Ele considera que é "impossível" acabar com o problema, mas defende que seja realizado um trabalho preventivo para evitar que mais jovens entrem para o mundo das drogas. "Nossa intenção não é somente no sentido de cobrança, mas de colocar à disposição o que nós podemos fazer para ajudar, que seria na educação, na prevenção", sugere.

Martins acredita que a solução passa necessariamente pelos meios políticos, mas sugere que a população seja mais exigente na cobrança de seus representantes. "Nós precisamos cutucar não só as autoridades locais, mas também os nossos governantes. Nós somos eleitores, colocamos as pessoas no poder e não cobramos nada deles. Se a população não fizer um levante, eles se acomodam. Cada município tem que cuidar de sua segurança, tem que exigir de sus dirigentes. Nós temos força para isso", afirma o empresário.

O presidente da Câmara Municipal, Amarildo Aparecido Correa, diz que a Câmara também está preocupada com a insegurança e que pretende fazer um "trabalho em harmonia com todos os segmentos para resolver o problema".

Avelar acrescentou que a prefeitura pretende fazer um trabalho social para reduzir a criminalidade entre os adolescentes, oferecendo atividades esportivas, de lazer e cultura. "Precisamos ocupar o tempo dos adolescentes para que eles não voltem ao crime."

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