Apresentador Ratinho articula neutralidade de Lula no 2.º turno
Pai do candidato Ratinho Júnior usa amizade e
atuação de Fruet no Congresso para tentar manter ex-presidente distante
da eleição na capital
12/10/2012 |
Maior cabo eleitoral da campanha do filho Ratinho Júnior (PSC)
à prefeitura de Curitiba, o apresentador de tevê Carlos Roberto Massa, o
Ratinho, tenta articular a neutralidade do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. Amigo próximo do
ex-presidente, Ratinho teria conversado com Lula logo após o primeiro
turno. Segundo o candidato do PSC e filho do apresentador, o petista
teria se comprometido a ficar neutro na disputa eleitoral de Curitiba.
Informação que o PT, que faz parte da coligação que apoia o candidato Gustavo Fruet (PDT), não confirma.
Um dos argumentos que Ratinho estaria usando para convercer o ex-presidente a não subir no palanque de Fruet é a atuação do candidato pedetista no Congresso – não apenas na CPI dos Correios que originou a ação penal do mensalão, mas também em votações importantes do governo Lula. Deputado tucano, Fruet foi uma das principais vozes da oposição ao governo Lula no Congresso.
O candidato à prefeitura de Curitiba Ratinho Júnior (PSC) recebeu ontem o apoio formal do diretório municipal do Partido Progessista (PP) para o segundo turno. Segundo o presidente municipal do PP, Horácio Monteschio, a aliança nasce da “afinidade programática” entre os grupos políticos. O PP elegeu dois vereadores nas eleições do último domingo – Aldemir Manfron e Toninho da Farmácia. Além do apoio do PP e do PMDB, que foi anunciada na terça-feira, Ratinho Júnior disse estar muito próximo de um acordo com o presidente municipal do PSD, o deputado estadual Ney Leprevost, para confirmar o apoio de mais uma legenda.
Conselho religioso
Antes do encontro com o PP, no início da manhã de ontem, o candidato esteve reunido com o Conselho Estadual da Igreja Quadrangular, em Curitiba. Na reunião, o conselho dos pastores da igreja se comprometeu a apoiar integralmente o candidato do PSC. Durante a campanha do primeiro turno, o candidato contava com o apoio da Igreja Assembleia de Deus – Vitória em Cristo, cujo principal líder nacional é o pastor Silas Malafaia. No evento, Ratinho Júnior reafirmou que pretende criar um conselho religiosos ecumênico que reuniria lideranças de várias denominações religiosas.
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“Espero que sim [Lula se mantenha neutro]. Em nome da amizade
com meu pai, mas também pela minha atuação parlamentar sempre na base de
apoio do governo. Votei a favor do projeto da CPMF, ao contrário do meu
adversário que votou contra para ‘sacanear’ o presidente, fazendo o
governo federal perder R$ 40 bilhões de reais em investimentos para a
saúde”, disse Ratinho Júnior.
Apoios
Ratinho Júnior também disse que considera natural o movimento de parte das lideranças aliadas aos governos estadual e federal que tem manifestado apoio a sua candidatura. Apesar dos apoios que vem colhendo, o candidato do PSC voltou a enfatizar que todos os apoio recebidos são espontâneos e não envolvem nenhuma promessa de participação em eventual gestão na prefeitura.
“Todos os apoios que vierem para o nosso projeto de forma espontânea, entendendo que somos parte de uma mudança sem rancor para a cidade, são bem-vindos”, disse o candidato, que voltou a fazer ataques indiretos à Fruet, repetindo um dos pontos da sua estratégia de campanha para o segundo turno. “Não vou vender a minha consciência para ser prefeito da minha cidade, nem colocar na mesa apoio para 2014. Queremos governar Curitiba respeitando as lideranças, mas a prefeitura não é balcão de negócios”, disparou.
O concorrente do PSC também comentou a neutralidade anunciada na última quarta-feira pelo governador Beto Richa (PSD). Ele contou ter conversado com o governador logo após o resultado do primeiro turno, para prestar solidariedade ao candidato derrotado Luciano Ducci (PSB). O candidato disse que não pediu apoio ao governador, mas que deixou claro a Richa que, caso eleito, pretende manter uma boa relação com o governo estadual.
Questionado se a neutralidade governador seria de “fachada”, e que no fundo representa uma inclinação de Richa a sua candidatura, Ratinho Júnior negou. “É o posicionamento dele, eu tenho que respeitar. Não posso obrigá-lo a vir para o meu lado, nem quero que ela vá para o outro lado.”
Petistas indicam que ex-presidente ficará de fora
Karlos Kohlbach
Embora não confirmem a neutralidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno em Curitiba, petistas próximos a Lula já dão sinais de que nem ele nem a presidente Dilma Rousseff devem vir a Capital para participar da campanha do candidato Gustavo Fruet (PDT). Assim como aconteceu no primeiro turno, o pedetista deve apenas utilizar imagens de Dilma e Lula no programa eleitoral de tevê.
O secretário de comunicação do PT, o deputado federal André Vargas, chegou a minimizar a importância das duas lideranças petistas na campanha de Fruet. “Não entendemos isso como essencial para a vitória, é um debate secundário. Se puderem vir, óbvio que será muito importante, mas não é essencial.”
Outro que considera difícil a aparição de Dilma e do ex-presidente na capital paranaense é o diretor-geral da Itaipu Jorge Samek, amigo de Lula. “Desde o primeiro turno há um entendimento de que nas cidades onde houver a disputa entre dois partidos da base aliada nem a presidente nem Lula participariam”, afirmou.
Ratinho
As declarações dos petistas indicam que a estratégia da campanha de Ratinho Júnior (PSC) parece estar dando certo. A intenção do candidato do PSC é neutralizar a ação de Lula e Dilma na eleição de Curitiba. E para isso, o apresentador Ratinho, pai do candidato, teria sido fundamental.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem, num encontro da militância petista em Curitiba, que desconhece conversas entre Ratinho e o ex-presidente Lula. E apesar das declarações dos petistas, dando sinais que Lula e Dilma não devem vir à Curitiba, o ministro insitiu no discurso de que ele e a mulher, a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, continuam articulam para viabilizar a presença das duas principais lideranças do PT na campanha de Fruet.
Um dos argumentos que Ratinho estaria usando para convercer o ex-presidente a não subir no palanque de Fruet é a atuação do candidato pedetista no Congresso – não apenas na CPI dos Correios que originou a ação penal do mensalão, mas também em votações importantes do governo Lula. Deputado tucano, Fruet foi uma das principais vozes da oposição ao governo Lula no Congresso.
Alianças
PP formaliza apoio a candidato do PSC, que se reuniu com religiososO candidato à prefeitura de Curitiba Ratinho Júnior (PSC) recebeu ontem o apoio formal do diretório municipal do Partido Progessista (PP) para o segundo turno. Segundo o presidente municipal do PP, Horácio Monteschio, a aliança nasce da “afinidade programática” entre os grupos políticos. O PP elegeu dois vereadores nas eleições do último domingo – Aldemir Manfron e Toninho da Farmácia. Além do apoio do PP e do PMDB, que foi anunciada na terça-feira, Ratinho Júnior disse estar muito próximo de um acordo com o presidente municipal do PSD, o deputado estadual Ney Leprevost, para confirmar o apoio de mais uma legenda.
Conselho religioso
Antes do encontro com o PP, no início da manhã de ontem, o candidato esteve reunido com o Conselho Estadual da Igreja Quadrangular, em Curitiba. Na reunião, o conselho dos pastores da igreja se comprometeu a apoiar integralmente o candidato do PSC. Durante a campanha do primeiro turno, o candidato contava com o apoio da Igreja Assembleia de Deus – Vitória em Cristo, cujo principal líder nacional é o pastor Silas Malafaia. No evento, Ratinho Júnior reafirmou que pretende criar um conselho religiosos ecumênico que reuniria lideranças de várias denominações religiosas.
Walter Alves/ Gazeta do Povo
Fruet: candidato esteve ontem em evento com petistas
“Espero que sim [Lula se mantenha neutro]. Em nome da amizade com
meu pai, mas também pela minha atuação parlamentar sempre na base de
apoio do governo.” - Ratinho Júnior, candidato do PSC à prefeitura de Curitiba.
“Desde o primeiro turno há um entendimento de que nas cidades onde houver a disputa entre dois partidos da base aliada nem a presidente nem Lula participariam.” - Jorge Samek, diretor-geral da Itaipu
“Desde o primeiro turno há um entendimento de que nas cidades onde houver a disputa entre dois partidos da base aliada nem a presidente nem Lula participariam.” - Jorge Samek, diretor-geral da Itaipu
Apoios
Ratinho Júnior também disse que considera natural o movimento de parte das lideranças aliadas aos governos estadual e federal que tem manifestado apoio a sua candidatura. Apesar dos apoios que vem colhendo, o candidato do PSC voltou a enfatizar que todos os apoio recebidos são espontâneos e não envolvem nenhuma promessa de participação em eventual gestão na prefeitura.
“Todos os apoios que vierem para o nosso projeto de forma espontânea, entendendo que somos parte de uma mudança sem rancor para a cidade, são bem-vindos”, disse o candidato, que voltou a fazer ataques indiretos à Fruet, repetindo um dos pontos da sua estratégia de campanha para o segundo turno. “Não vou vender a minha consciência para ser prefeito da minha cidade, nem colocar na mesa apoio para 2014. Queremos governar Curitiba respeitando as lideranças, mas a prefeitura não é balcão de negócios”, disparou.
O concorrente do PSC também comentou a neutralidade anunciada na última quarta-feira pelo governador Beto Richa (PSD). Ele contou ter conversado com o governador logo após o resultado do primeiro turno, para prestar solidariedade ao candidato derrotado Luciano Ducci (PSB). O candidato disse que não pediu apoio ao governador, mas que deixou claro a Richa que, caso eleito, pretende manter uma boa relação com o governo estadual.
Questionado se a neutralidade governador seria de “fachada”, e que no fundo representa uma inclinação de Richa a sua candidatura, Ratinho Júnior negou. “É o posicionamento dele, eu tenho que respeitar. Não posso obrigá-lo a vir para o meu lado, nem quero que ela vá para o outro lado.”
Petistas indicam que ex-presidente ficará de fora
Karlos Kohlbach
Embora não confirmem a neutralidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno em Curitiba, petistas próximos a Lula já dão sinais de que nem ele nem a presidente Dilma Rousseff devem vir a Capital para participar da campanha do candidato Gustavo Fruet (PDT). Assim como aconteceu no primeiro turno, o pedetista deve apenas utilizar imagens de Dilma e Lula no programa eleitoral de tevê.
O secretário de comunicação do PT, o deputado federal André Vargas, chegou a minimizar a importância das duas lideranças petistas na campanha de Fruet. “Não entendemos isso como essencial para a vitória, é um debate secundário. Se puderem vir, óbvio que será muito importante, mas não é essencial.”
Outro que considera difícil a aparição de Dilma e do ex-presidente na capital paranaense é o diretor-geral da Itaipu Jorge Samek, amigo de Lula. “Desde o primeiro turno há um entendimento de que nas cidades onde houver a disputa entre dois partidos da base aliada nem a presidente nem Lula participariam”, afirmou.
Ratinho
As declarações dos petistas indicam que a estratégia da campanha de Ratinho Júnior (PSC) parece estar dando certo. A intenção do candidato do PSC é neutralizar a ação de Lula e Dilma na eleição de Curitiba. E para isso, o apresentador Ratinho, pai do candidato, teria sido fundamental.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse ontem, num encontro da militância petista em Curitiba, que desconhece conversas entre Ratinho e o ex-presidente Lula. E apesar das declarações dos petistas, dando sinais que Lula e Dilma não devem vir à Curitiba, o ministro insitiu no discurso de que ele e a mulher, a ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann, continuam articulam para viabilizar a presença das duas principais lideranças do PT na campanha de Fruet.

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