segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Apucarana

Foragido, ex-presidente da Câmara pode reassumir cargo de vereador em 2013

Nesta segunda-feira, todos os vereadores devem se reunir para decidir quais medidas serão tomadas em relação às denúncias de desvios de dinheiro público
03/12/2012
Mesmo com prisão decretada na semana passada, o ex-presidente da Câmara Municipal de Apucarana Alcides Ramos Júnior (DEM), que permanecia foragido da polícia no início da manhã desta segunda-feira (3), poderá voltar à Casa em janeiro. Isto porque ele foi reeleito, com o maior número de votos, para o cargo de vereador. Ele é acusado de envolvimento em desvio de dinheiro público.
Depois que a prisão foi decretada, Ramos Júnior renunciou ao cargo. Quem assumiu a presidência da Câmara foi, então, o vereador Valdir Frias (PTB). Já a vaga de vereador, criada com a renúncia, será preenchida pelo suplente da coligação, Laércio de Morais (PP).

Nesta segunda-feira (3), todos os vereadores devem se reunir para decidir quais medidas serão tomadas em relação às denúncias de desvios de dinheiro público envolvendo o ex-presidente da Casa.
Até por volta das 9 horas, além de Alcides Ramos Júnior, duas servidoras, também acusadas de irregularidades, continuavam foragidas. Outras duas servidoras foram presas na semana passada, uma delas solta no mesmo dia.
Em nota enviada nesta segunda-feira, a assessoria de imprensa da Casa informou que, antes de renunciar, o ex-presidente exonerou quatro servidores comissionados, que estão entre os investigados pelo Ministério Público (MP).
As investigações de irregularidades foram motivadas por denúncias em contratos de publicidade firmados pela Câmara. As investigações apontaram que houve desvio de mais de R$ 16 mil, pagos por serviços nunca executados.
Além da publicidade, a investigação aponta que houve desvios em compras de supermercado e padarias (R$ 17.837,50), na lavagem e aquisição de peças de automóveis (R$ 1.976) e de tinta para pintura de imóveis (R$ 749,54), além da retirada de um projetor multimídia da Câmara por um servidor (R$ 1.700). No total, mais de R$ 38 mil teriam sido desviados dos cofres públicos.

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