quinta feira 13 de dezembro de2012
você se lembra dessa postagem do dia 5 de Dezembro essa imagen envergonho qualquer Faxinalence que gosta realmente de faxinal vocês verão que a postagem deu resultado não precisava um blog denunciar o que está acontecendo a duas quadras da prefeitura em frente a igreja matriz para se tomar providencias onde estão os secretários será que só existem para perseguir as pessoas adversarias politicas desse municipio a democracia ainda existe.!
OQUE ME PREOCUPA NÃO É O GRITO DOS COVARDES E SIM O SILÊNCIO DOS BONS
só lembrando que o simbolo do municipio continua lá o pé de tomate
OLHA COMO FICOU MELHOR ESSE CANTINHO
É UMA PENA
QUE VAMOS PASSAR O NATAL E ANO NOVO COM NOSSA PRAÇA DESTRUIDA. SERÁ QUE ELES VÃO PASSAR EM FAXINAL ?????????
TENHO CERTEZA QUE OS GRANDÕES NÃO
politica
13/12/2012
Prefeito eleito é cassado e cidade terá nova eleição
Vatão teve seu registro negado por ter tido suas contas como gestor da cidade, referentes ao exercício de 2006, rejeitadas pela Câmara de Vereadores de Joaquim Távora. Isso ocorreu porque, na condição de prefeito da cidade, ele abriu créditos adicionais especiais sem edição de lei específica e deixou de recolher contribuições previdenciárias devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
Vatão teve o registro negado pelo juiz eleitoral, mas conseguiu reverter essa decisão no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). No TSE, seu registro foi novamente negado pela ministra Laurita Vaz, relatora do processo. Nesta noite, o entendimento da relatora foi mantido pelos demais ministros do Tribunal.
A defesa do candidato sustentou que após as contas dele serem rejeitadas, o Tribunal de Contas do Estado emitiu novo parecer considerando as contas regulares com ressalvas. Entretanto, conforme explicou a ministra Laurita Vaz, jurisprudência do TSE determina que o julgamento proferido pela Câmara Municipal prevalece mesmo que novo parecer pela aprovação das contas do prefeito tenha sido emitido pelo Tribunal de Contas do Estado.
"Não tem procedência essa rescisão do Tribunal de Contas porque as contas foram desaprovadas pela Câmara Legislativa", disse a relatora.
Assim, a ministra afirmou que o candidato incidiu em hipótese da Lei da Ficha Limpa que torna inelegível, para as eleições que se realizarem nos oito anos seguintes, contados a partir da data da decisão, quem tiver contas relativas ao exercício de cargos ou funções políticas rejeitadas por irregularidade insanável que caracterize ato doloso de improbidade administrativa (alínea g do inciso I do artigo 1º da LC 64/90).
Segundo explicou a ministra Laurita, o TSE entende que a falta de recolhimento de contribuições previdenciárias acarreta dano ao Erário e caracteriza irregularidade insanável.
"Somente a obtenção de decisão judicial que suspende os efeitos da decisão de rejeição de contas, ainda que em sede de medida liminar ou de antecipação de tutela, tem o condão de afastar a causa de inelegibilidade", concluiu a relatora.
A ministra Laurita foi seguida por todos os colegas no plenário.
Beto e Gleisi protagonizam embate durante inauguração
Polêmica sobre redução da conta de luz vira tema de discursos e antecipa disputa eleitoral de 2014

Gleisi repetiu no Paraná o argumento do governo federal sobre a negativa da Copel; Beto nega conotação política
Diante de uma plateia de 500 pessoas que foi acompanhar a solenidade de inauguração da Usina Hidrelétrica Mauá, entre os municípios de Telêmaco Borba e Ortigueira, nos Campos Gerais, os dois postulantes mais fortes à disputa pelo Palácio Iguaçu em 2014 anteciparam o clima eleitoral e fizeram questão de mostrar posições bem divergentes sobre o tema.
''Faço um apelo ao governador Beto Richa e ao presidente da Copel para que pensem no bem comum e integrem o plano da presidenta para reduzir a energia para todos'', pressionou a ministra. Além do Paraná, outros dois governos estaduais tucanos e produtores de energia - São Paulo e Minas Gerais - se negaram a antecipar a renovação dos contratos de concessão para a geração de eletricidade.
''Lamento imensamente que o Paraná esteja fora, mas ainda há tempo. Isso não vai descapitalizar a Copel'', continuou Gleisi, causando mal estar na cúpula da Copel e no próprio governador, presentes no palanque. Ela também comentou que não há motivo para as tarifas do setor elétrico serem responsáveis por dois pontos percentuais na inflação anual.
O governador subiu o tom no discurso que fez logo em seguida. ''Queremos baixar a tarifa mas não ao custo de inviabilizar investimentos no setor. Redução de tarifa sim, quebra de contrato, não.'' Ele chamou a mobilização do governo federal em torno da questão como ''demagogia'' e ''populismo''. Beto defendeu a posição da Copel, garantindo que a decisão de não aderir a MP integralmente atende aos ''interesses paranaenses'' e que a decisão foi técnica, ''não teve qualquer conotação política''.
De acordo com as contas do governador, o Paraná perderia R$ 450 milhões de arrecadação de impostos com a renovação antecipada dos contratos. ''Isso significaria menos R$ 135 milhões para a Educação'', destacou. A Copel, segundo os mesmos cálculos, perderia R$ 200 milhões.
Em entrevista após a solenidade, o governador disse que ''pelo meu Estado, eu brigo''. Também afirmou que que o governo federal usa dois pesos e duas medidas em relação aos Estados que produzem energia. Ele lembrou da questão dos royalties do pré-sal. Para ele, o custo da prospecção irá ser dividido por todos os Estados enquanto as compensações beneficiarão mais os Estados produtores.
Fruet e Richa demonstraram cordialidade frente às câmeras
Encontro entre Richa e Fruet acaba sem definição sobre tarifa de ônibus
Ambos afirmaram que se tratou de um encontro
de aproximação e que novas reuniões serão marcadas. Richa não confirmou
se vai continuar subsidiando a tarifa de ônibus
13/12/2012
O primeiro encontro do próximo prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT), com o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB),
depois das eleições municipais acabou sem muitas definições na tarde
desta quinta-feira (13). A reunião começou por volta das 14h30 e durou
pouco mais de 40 minutos.
Richa não confirmou se vai continuar subsidiando a tarifa de ônibus na capital a partir do próximo ano, o que era uma das definições mais esperadas da reunião. “O subsídio do governo do estado na tarifa de ônibus é uma questão de justiça social e, em 2013, o aporte pode chegar a R$100 milhões”, disse Fruet.
Ambos afirmaram que se tratou de um encontro de aproximação e que novas reuniões serão marcadas para discutir a questão da tarifa e também o projeto do metrô e a Copa do Mundo em Curitiba. Fruet e Richa demonstraram cordialidade frente às câmeras e se colocaram a disposição um do outro para tratar dos assuntos de interesse da capital.
O prefeito eleito informou, ainda, que vai anunciar boa parte dos nomes que irão compor o secretariado da prefeitura na próxima segunda-feira (17)
.
Os eleitos Ivan Lelis Bonilha (como
corregedor-geral), Artagão de Mattos Leão (como presidente) e Durval
Amaral (como vice-presidente)
TCE-PR
Richa não confirmou se vai continuar subsidiando a tarifa de ônibus na capital a partir do próximo ano, o que era uma das definições mais esperadas da reunião. “O subsídio do governo do estado na tarifa de ônibus é uma questão de justiça social e, em 2013, o aporte pode chegar a R$100 milhões”, disse Fruet.
Ambos afirmaram que se tratou de um encontro de aproximação e que novas reuniões serão marcadas para discutir a questão da tarifa e também o projeto do metrô e a Copa do Mundo em Curitiba. Fruet e Richa demonstraram cordialidade frente às câmeras e se colocaram a disposição um do outro para tratar dos assuntos de interesse da capital.
O prefeito eleito informou, ainda, que vai anunciar boa parte dos nomes que irão compor o secretariado da prefeitura na próxima segunda-feira (17)
.
Os eleitos Ivan Lelis Bonilha (como
corregedor-geral), Artagão de Mattos Leão (como presidente) e Durval
Amaral (como vice-presidente)
TCE-PR
Artagão é eleito o novo presidente do Tribunal de Contas do
Paraná
Durval Amaral será o vice-presidente e Ivan
Lelis Bonilha assumirá a vaga de corregedor. Mandato é válido para os
próximos dois anos
13/12/2012
Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE-PR) elegeram na tarde desta quinta-feira (13) Artagão de Mattos Leão como o novo presidente do órgão. Durval Amaral, atual membro da 2ª Câmara, será o vice-presidente. Já Ivan Lelis Bonilha, que durante este ano compôs a 1ª Câmara, será o corregedor-geral do tribunal.
A eleição ocorreu na abertura da sessão desta tarde, às 14 horas, e apontou com unanimidade os nomes de quem estará à frente do órgão de controle nos próximos dois anos. Os sete conselheiros que fazem parte do conselho deliberativo do órgão, segundo a assessoria de imprensa do TCE-PR, foram favoráveis ao trio. A previsão é que a posse seja em janeiro, mas a data ainda precisa ser definida.
O vice-presidente eleito, Durval Amaral, é ex-deputado estadual indicado como conselheiro pelo atual governador Beto Richa (PSDB), em maio deste ano. Ele é natural de Londrina e tem 52 anos. Atuou em secretarias estaduais e foi vice-prefeito de Cambé, na região de Londrina.
O corregedor-geral eleito Ivan Lelis Bonilha, 45 anos, é ex-procurador-geral do Município de Curitiba, além de ser servidor público de carreira do TCE-PR desde 1993. Ele foi indicado como conselheiro por Beto Richa (PSDB), o atual governador do estado, em julho de 2011.
Câmaras de Julgamento
Além de definir os três nomes da linha de frente do TCE-PR, a sessão desta quinta (13) apontou quem vai integrar as duas Câmaras de Julgamento do Tribunal. Nessas esferas acontece o julgamento de contas dos municípios e do estado, além de outros processos envolvendo as responsabilidades do órgão de controle.
A Primeira Câmara será presidida pelo conselheiro Durval e integrada pelos conselheiros Fernando Guimarães e Hermas Brandão. Completam esta divisão os auditores Jaime Lechinski, Cláudio Canha e Ivens Linhares.
Já a Segunda Câmara terá como presidente Nestor Baptista. Completam esta divisão os conselheiros Caio Soares e Ivan Bonilha, além dos auditores Thiago Barbosa Cordeiro e Sérgio Valadares Fonseca.
2011/2012
Nos últimos dois anos, Fernando Guimarães foi o presidente do TCE-PR. Artagão de Mattos, eleito nesta quinta (13), atuou ao lado de Guimarães como vice-presidente. O corregedor, durante os últimos dois anos, foi o conselheiro Nestor Baptista, que dará lugar a Bonilha.
A eleição ocorreu na abertura da sessão desta tarde, às 14 horas, e apontou com unanimidade os nomes de quem estará à frente do órgão de controle nos próximos dois anos. Os sete conselheiros que fazem parte do conselho deliberativo do órgão, segundo a assessoria de imprensa do TCE-PR, foram favoráveis ao trio. A previsão é que a posse seja em janeiro, mas a data ainda precisa ser definida.
Trajetória dos eleitos
O presidente eleito Artagão de Mattos Leão, 65 anos, natural de Guarapuava, é ex-deputado estadual e foi indicado como conselheiro em 1991, pelo então governador Roberto Requião (PMDB). Na época, Mattos atuou como corregedor-geral do TCE-PR.O vice-presidente eleito, Durval Amaral, é ex-deputado estadual indicado como conselheiro pelo atual governador Beto Richa (PSDB), em maio deste ano. Ele é natural de Londrina e tem 52 anos. Atuou em secretarias estaduais e foi vice-prefeito de Cambé, na região de Londrina.
O corregedor-geral eleito Ivan Lelis Bonilha, 45 anos, é ex-procurador-geral do Município de Curitiba, além de ser servidor público de carreira do TCE-PR desde 1993. Ele foi indicado como conselheiro por Beto Richa (PSDB), o atual governador do estado, em julho de 2011.
Além de definir os três nomes da linha de frente do TCE-PR, a sessão desta quinta (13) apontou quem vai integrar as duas Câmaras de Julgamento do Tribunal. Nessas esferas acontece o julgamento de contas dos municípios e do estado, além de outros processos envolvendo as responsabilidades do órgão de controle.
A Primeira Câmara será presidida pelo conselheiro Durval e integrada pelos conselheiros Fernando Guimarães e Hermas Brandão. Completam esta divisão os auditores Jaime Lechinski, Cláudio Canha e Ivens Linhares.
Já a Segunda Câmara terá como presidente Nestor Baptista. Completam esta divisão os conselheiros Caio Soares e Ivan Bonilha, além dos auditores Thiago Barbosa Cordeiro e Sérgio Valadares Fonseca.
2011/2012
Nos últimos dois anos, Fernando Guimarães foi o presidente do TCE-PR. Artagão de Mattos, eleito nesta quinta (13), atuou ao lado de Guimarães como vice-presidente. O corregedor, durante os últimos dois anos, foi o conselheiro Nestor Baptista, que dará lugar a Bonilha.
policia
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13/12/2012
Homem é preso após invadir e atirar em escritório na JK
Um homem foi detido na manhã desta
quinta-feira (13), após invadir o escritório de uma construtora
localizado na avenida Juscelino Kubitschek, quase esquina com a
Higienópolis e atirar.
Segundo informações da Paiquerê AM, Vilmar Coribe, é de Santa Catarina e disse que tenta receber um dinheiro da empresa há quatro anos. Vilmar chegou a ameaçar funcionários do escritório e atirou em seguida. Ninguém ficou ferido.
A PM foi acionada e prendeu Vilmar, um amigo dele e o filho do amigo, um adolescente de 17 anos. O menor seria o responsável por emprestar o revólver calibre 38 a Vilmar.
Durante a tarde, a empresa divulgou uma nota sobre o fato. Segundo a direção, o fornecedor responsável pelo ato não vinha cumprindo suas obrigações contratadas.
O fornecedor atrasou sua prestação de serviço, reteve documentos, efetuou a venda em duplicidade do mesmo imóvel recebido pelos serviços a serem prestados sem anuência da empresa, entre outros procedimentos ilegais. Pela atitude foi notificado diversas vezes.
A empresa estuda as medidas cabíveis legais em relação a atitude profissional do fornecedor, além de já tê-lo substituído no serviço não realizado para que não houvesse maiores prejuízos a aos clientes.
Segundo informações da Paiquerê AM, Vilmar Coribe, é de Santa Catarina e disse que tenta receber um dinheiro da empresa há quatro anos. Vilmar chegou a ameaçar funcionários do escritório e atirou em seguida. Ninguém ficou ferido.
A PM foi acionada e prendeu Vilmar, um amigo dele e o filho do amigo, um adolescente de 17 anos. O menor seria o responsável por emprestar o revólver calibre 38 a Vilmar.
Durante a tarde, a empresa divulgou uma nota sobre o fato. Segundo a direção, o fornecedor responsável pelo ato não vinha cumprindo suas obrigações contratadas.
O fornecedor atrasou sua prestação de serviço, reteve documentos, efetuou a venda em duplicidade do mesmo imóvel recebido pelos serviços a serem prestados sem anuência da empresa, entre outros procedimentos ilegais. Pela atitude foi notificado diversas vezes.
A empresa estuda as medidas cabíveis legais em relação a atitude profissional do fornecedor, além de já tê-lo substituído no serviço não realizado para que não houvesse maiores prejuízos a aos clientes.
13/12/2012
Anulado júri que absolveu pai acusado de matar bebê no PR
Dando provimento ao recurso de apelação
interposto pelo Ministério Público, a 1.ª Câmara Criminal do Tribunal de
Justiça do Paraná anulou o julgamento do Tribunal do Júri do Foro
Regional de Pinhais da Comarca da Região Metropolitana de Pinhais da
Comarca da Região Metropolitana de Curitiba que absolveu um homem
(E.A.G.F.L.) acusado de – após uma sequência de espancamentos – matar,
por asfixia, sua filha de apenas vinte e sete dias de idade. Segundo os
autos, o réu (usuário de droga) teria ficado incomodado com o
insistente choro da menina. Ele será submetido a novo julgamento pelo
Tribunal do Júri.
Os julgadores anularam a decisão porque entenderam que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária às provas dos autos.
O relator do recurso de apelação, desembargador Macedo Pacheco, rechaçando a tese do defensor do réu, consignou em seu voto: "Quanto à autoria, a alegação de inocência do acusado não se sustenta frente às conclusões do laudo pericial (fls. 156), no sentido de que a pequena Emily Caroline Cardoso Lopes morreu por asfixia mecânica (estrangulamento) e foi vítima de lesões encefálicas causadas por ação contundente, bem como diante da prova oral coligida, especialmente os depoimentos firmados em Plenário [...]".
"Diante do conjunto probatório, infundada a decisão tomada pelo júri, até porque a tese de negativa de autoria, única proposição sustentada pela defesa técnica e pessoal do réu (conforme ata de fls. 607), já havia sido afastada com a resposta afirmativa dada ao segundo quesito (que indagava sobre a autoria delitiva), tornando-se, portanto, incoerente a absolvição proclamada. Note-se que sequer houve pedido eventual de absolvição por clemência (independente de prova concreta - aceita em alguns Tribunais).
Os julgadores anularam a decisão porque entenderam que a decisão dos jurados foi manifestamente contrária às provas dos autos.
O relator do recurso de apelação, desembargador Macedo Pacheco, rechaçando a tese do defensor do réu, consignou em seu voto: "Quanto à autoria, a alegação de inocência do acusado não se sustenta frente às conclusões do laudo pericial (fls. 156), no sentido de que a pequena Emily Caroline Cardoso Lopes morreu por asfixia mecânica (estrangulamento) e foi vítima de lesões encefálicas causadas por ação contundente, bem como diante da prova oral coligida, especialmente os depoimentos firmados em Plenário [...]".
"Diante do conjunto probatório, infundada a decisão tomada pelo júri, até porque a tese de negativa de autoria, única proposição sustentada pela defesa técnica e pessoal do réu (conforme ata de fls. 607), já havia sido afastada com a resposta afirmativa dada ao segundo quesito (que indagava sobre a autoria delitiva), tornando-se, portanto, incoerente a absolvição proclamada. Note-se que sequer houve pedido eventual de absolvição por clemência (independente de prova concreta - aceita em alguns Tribunais).
13/12/2012
Curitiba está há quatro dias sem registros de homicídios
A cidade de Curitiba está há quatro dias sem
registros de homicídios dolosos. Desde a noite de domingo (9), quando
duas mulheres foram assassinadas no bairro Campo do Santana, na zona sul
da capital, a cidade não registrou mais mortes violentas até a tarde
desta quinta-feira (13).
O delegado titular da Delegacia de Homicídios de Curitiba, Rubens Recalcatti, chama essas épocas sem homicídios de "calmarias" que vem acontecendo no ano de 2012. Antes destes quatro dias sem homicídios, outro período semelhante sem mortes violentas foi registrado entre o final de julho e início de agosto.
Para Recalcatti, o trabalho na busca de assassinos na capital ajuda para que esses dias de calmaria na violência aconteçam. "Isso se deve à rápida investigação dos casos. A população pode se animar como a própria polícia também, pois isso facilita o nosso trabalho de conclusão de inquéritos".
O delegado lembra que, apesar dos dias sem homicídios, o mês de dezembro é tradicionalmente um período mais violento. "Isso por causa das festas, porque as pessoas andam com mais dinheiro e os próprios bandidos tentam assaltar e buscar dinheiro".
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná (Sesp), a capital do estado registrou, entre janeiro e setembro de 2012, 478 homicídios, o que representa queda de 11,5% em relação às 540 mortes violentas registradas no mesmo período de 2011.
Mesmo assim, a capital ainda aparece com alto índice de mortes relativas, de 35,8 para cada 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o ideal seja que o índice fique em, no máximo, 10 mortes para cada 100 mil moradores.
O delegado titular da Delegacia de Homicídios de Curitiba, Rubens Recalcatti, chama essas épocas sem homicídios de "calmarias" que vem acontecendo no ano de 2012. Antes destes quatro dias sem homicídios, outro período semelhante sem mortes violentas foi registrado entre o final de julho e início de agosto.
Para Recalcatti, o trabalho na busca de assassinos na capital ajuda para que esses dias de calmaria na violência aconteçam. "Isso se deve à rápida investigação dos casos. A população pode se animar como a própria polícia também, pois isso facilita o nosso trabalho de conclusão de inquéritos".
O delegado lembra que, apesar dos dias sem homicídios, o mês de dezembro é tradicionalmente um período mais violento. "Isso por causa das festas, porque as pessoas andam com mais dinheiro e os próprios bandidos tentam assaltar e buscar dinheiro".
De acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública do Paraná (Sesp), a capital do estado registrou, entre janeiro e setembro de 2012, 478 homicídios, o que representa queda de 11,5% em relação às 540 mortes violentas registradas no mesmo período de 2011.
Mesmo assim, a capital ainda aparece com alto índice de mortes relativas, de 35,8 para cada 100 mil habitantes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o ideal seja que o índice fique em, no máximo, 10 mortes para cada 100 mil moradores.
13 de Dezembro de 2012
Detento recapturado é recambiado para o minipresídio de Apucarana
Pedro Paulo Lima Teixeira estava em Sarandi; ele é acusado de homicídio e roubo
A Polícia Civil de Apucarana confirmou nesta quinta-feira (13) que já
foi recambiado para o minipresídio o detento Pedro Paulo Lima Teixeira,
acusado de homicídio e roubo. Na madrugada de terça-feira (11), ele e
outros 11 presos considerados de alta periculosidade pela polícia
fugiram do minipresídio por um túnel. Teixeira foi recapturado em
Sarandi cinco horas após a fuga, mas só hoje à tarde ele foi recambiado
para Apucarana.
Investigadores esclareceram ainda que o número de presos fugitivos é de 12 e não 13, como a própria polícia havia repassado à imprensa anteriormente, pois o detento Eduardo Pereira Batista (condenado por roubo) foi relacionado como evadido, mas na realidade ele já tinha direito a cumprir pena em regime semi aberto e havia sido transferido para a Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM) junto com outros sete presos na semana passada.
Onze presos ainda continuam foragidos. Confira a relação:
Valdecir Biscaia, roubo e homicídio;
Reginaldo dos Reis, roubo e homicídio;
Fabio Aparecido Amâncio, roubo;
João Paulo Caetano de Abreu, tráfico de drogas e roubo;
Valmir Gomes Borges, roubo e extorsão;
Rodrigo Bernardes, homicídio;
Mauricio Serpe Garcia, roubo;
Eder Renato Dias do Prado, tráfico de drogas;
Diogo Luchetti Belmonte, roubo;
Diego Kentenich Brun Souza, homicídio, tráfico drogas e roubo;
Paulo César Oliveira dos Santos, tráfico de drogas.
Investigadores esclareceram ainda que o número de presos fugitivos é de 12 e não 13, como a própria polícia havia repassado à imprensa anteriormente, pois o detento Eduardo Pereira Batista (condenado por roubo) foi relacionado como evadido, mas na realidade ele já tinha direito a cumprir pena em regime semi aberto e havia sido transferido para a Colônia Penal Industrial de Maringá (CPIM) junto com outros sete presos na semana passada.
Onze presos ainda continuam foragidos. Confira a relação:
Valdecir Biscaia, roubo e homicídio;
Reginaldo dos Reis, roubo e homicídio;
Fabio Aparecido Amâncio, roubo;
João Paulo Caetano de Abreu, tráfico de drogas e roubo;
Valmir Gomes Borges, roubo e extorsão;
Rodrigo Bernardes, homicídio;
Mauricio Serpe Garcia, roubo;
Eder Renato Dias do Prado, tráfico de drogas;
Diogo Luchetti Belmonte, roubo;
Diego Kentenich Brun Souza, homicídio, tráfico drogas e roubo;
Paulo César Oliveira dos Santos, tráfico de drogas.
13 de Dezembro de 2012
Polícia realiza blitz no Pirapó dentro de ações da Operação Nhapecani
Hoje há bloqueios em 330 pontos nas principais estradas do Estado
Policiais civis e militares de Apucarana realizam nesta quinta-feira
(13) uma blitz conjunta na região do distrito do Pirapó com a finalidade
de coibir a criminalidade no geral. Vários veículos foram abordados e
diversas pessoas acabaram abordadas. O balanço da operação ainda não foi
divulgado, mas a PM adiantou que três motociclistas foram abordados e
notificados por não estarem usando capacetes.
O trabalho faz parte de uma ação conjunta da Polícia Militar (PM) do Paraná, da Polícia Civil, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Receita Federal, com bloqueios em 330 pontos nas principais estradas do Estado desde as 6h desta quinta-feira (13).
De acordo com o comandante-geral da PM, Roberson Luiz Bondaruk, o objetivo da "Operação Nhapecani" é evitar todos os tipos de crime que utilizam, de forma direta ou indireta, as rodovias. A operação prossegue até a meia noite de sexta-feira (14).
A "Nhapecani, nome que é referência à ave símbolo da Polícia Militar, envolve 3.060 agentes de segurança, sendo 2,5 mil da PM.
A operação ocorre paralelamente nos estados da Região Sul - Santa Catarina e Rio Grande do Sul - e no Paraguai e na Argentina.
Três criminosos - um deles armado com revólver - praticaram roubo na
tarde desta quinta-feira (13) no Mercado Rocha, situado no Núcleo Dom
Romeu Alberti, na zona norte de Apucarana.
Conforme o sargento Eugênio Kowalczuk, o bandido rendeu o proprietário do local e pessoas que estavam no estabelecimento comercial e roubou cigarros, telefone celular e uma quantia em dinheiro ainda não divulgada, além de outros produtos.
A PM relatou que os três ladrões fugiram em um veículo GM Chevette marrom. A PM se mobilizou rapidamente após ser informada sobre o assalto e várias equipes se deslocaram até o Núcleo Dom Romeu Alberti.
13 de Dezembro de 2012
Um homem residente em Arapongas sofreu lesões graves ao cair de um caminhão na tarde desta quinta-feira (13) na Rua Japim, no Jardim Veneza, em Arapongas.
De acordo com socorristas do Corpo de Bombeiros, Salvador Carneiro de Freitas, de 77 anos, teve ferimentos na cabeça e foi encaminhado ao Hospital Regional João de Freitas.
A queda ocorreu próximo ao Mercado Veneza. Fontes médicas relataram que o estado de saúde do idoso inspira sérios cuidados.
O trabalho faz parte de uma ação conjunta da Polícia Militar (PM) do Paraná, da Polícia Civil, da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Receita Federal, com bloqueios em 330 pontos nas principais estradas do Estado desde as 6h desta quinta-feira (13).
De acordo com o comandante-geral da PM, Roberson Luiz Bondaruk, o objetivo da "Operação Nhapecani" é evitar todos os tipos de crime que utilizam, de forma direta ou indireta, as rodovias. A operação prossegue até a meia noite de sexta-feira (14).
A "Nhapecani, nome que é referência à ave símbolo da Polícia Militar, envolve 3.060 agentes de segurança, sendo 2,5 mil da PM.
A operação ocorre paralelamente nos estados da Região Sul - Santa Catarina e Rio Grande do Sul - e no Paraguai e na Argentina.
13 de Dezembro de 2012
Dupla assalta mercado no Núcleo Dom Romeu
PM acredita que os criminosos tenham trocado de roupa após o roubo para evitar possível reconhecimento
Conforme o sargento Eugênio Kowalczuk, o bandido rendeu o proprietário do local e pessoas que estavam no estabelecimento comercial e roubou cigarros, telefone celular e uma quantia em dinheiro ainda não divulgada, além de outros produtos.
A PM relatou que os três ladrões fugiram em um veículo GM Chevette marrom. A PM se mobilizou rapidamente após ser informada sobre o assalto e várias equipes se deslocaram até o Núcleo Dom Romeu Alberti.
13 de Dezembro de 2012
Idoso fica gravemente ferido ao sofrer queda de caminhão
Salvador Carneiro de Freitas, de 77 anos, nfoi encaminhado ao Hospital Regional João de Freitas
Um homem residente em Arapongas sofreu lesões graves ao cair de um caminhão na tarde desta quinta-feira (13) na Rua Japim, no Jardim Veneza, em Arapongas.
De acordo com socorristas do Corpo de Bombeiros, Salvador Carneiro de Freitas, de 77 anos, teve ferimentos na cabeça e foi encaminhado ao Hospital Regional João de Freitas.
A queda ocorreu próximo ao Mercado Veneza. Fontes médicas relataram que o estado de saúde do idoso inspira sérios cuidados.
Vereador é preso acusado de arrendar terras indígenas a agricultores
Segundo a PF, arrendamentos ocorriam desde
2005. Vereador, que também é cacique, é acusado de uma série de outros
crimes, que teriam sido cometidos para manter liderança em reservas
13/12/2012 | 19:07
O cacique Dirceu Retanh Pereira Santiago, que é vereador do município de Manoel Ribas, no Centro-Sul do Paraná, foi preso na tarde desta quinta-feira (13), na Operação Forte Apache 2, deflagrada pela Polícia Federal (PF).
Ele foi detido em Mangueirinha, onde era realizada uma reunião para
eleger o presidente do Conselho dos Caciques Indígenas da Região de
Guarapuava. Santiago é acusado de uma série de crimes, principalmente de
arrendar terras indígenas a pequenos agricultores da região.
“O acusado está enriquecendo ilicitamente com a prática”, definiu o delegado da PF, Maurício Todeschini, que liderou a operação.
Segundo as investigações, as terras vinham sendo arrendadas ilegalmente desde 2005. As transações ocorriam por intermédio de duas associações indígenas, uma das quais já está extinta. O delegado aponta que Santiago recebia o dinheiro dos agricultores, mas não repassava às associações ou às reservas. “Ele arrendava as terras para ‘homens brancos’ e desviava o dinheiro para si”, disse Todeschini.
Enquanto o cacique era preso em Mangueirinha, policiais federais cumpriam mandados de busca e apreensão na casa dele, em Manoel Ribas. Segundo o delegado, o objetivo era colher documentos que reforcem as provas que já foram obtidas pela PF ao longo das investigações.
Ingerência
O vereador também é acusado de crimes de ameaça, constrangimento ilegal, corrupção, apropriação indébita, bando armado, posse e porte ilegal de armas de fogo e crime ambiental. De acordo com o delegado, Santiago exercia plena ingerência em diversos grupos indígenas da região.
Para manter seu poderio sobre as reservas, ele destituía caciques que não eram alinhados com o esquema e nomeava índios de sua confiança para comandar as reservas, segundo a PF. As investigações apontam que há indícios de que o grupo de Santiago seja responsável pelo assassinato de dois índios, em abril deste ano, na Reserva Indígena de Ortigueira. Na ocasião, vários indígenas ficaram feridos, em um episódio em que foram registrados incêndios e que terminou com a expulsão do cacique local.
O cacique foi encaminhado à Superintendência da PF do Paraná. O delegado informou que, durante a prisão, foram encontradas munições com um índio, que acabou detido em flagrante. A operação contou com a participação de 45 policiais federais, de diversas regiões do estado.
“O acusado está enriquecendo ilicitamente com a prática”, definiu o delegado da PF, Maurício Todeschini, que liderou a operação.
Segundo as investigações, as terras vinham sendo arrendadas ilegalmente desde 2005. As transações ocorriam por intermédio de duas associações indígenas, uma das quais já está extinta. O delegado aponta que Santiago recebia o dinheiro dos agricultores, mas não repassava às associações ou às reservas. “Ele arrendava as terras para ‘homens brancos’ e desviava o dinheiro para si”, disse Todeschini.
Enquanto o cacique era preso em Mangueirinha, policiais federais cumpriam mandados de busca e apreensão na casa dele, em Manoel Ribas. Segundo o delegado, o objetivo era colher documentos que reforcem as provas que já foram obtidas pela PF ao longo das investigações.
Ingerência
O vereador também é acusado de crimes de ameaça, constrangimento ilegal, corrupção, apropriação indébita, bando armado, posse e porte ilegal de armas de fogo e crime ambiental. De acordo com o delegado, Santiago exercia plena ingerência em diversos grupos indígenas da região.
Para manter seu poderio sobre as reservas, ele destituía caciques que não eram alinhados com o esquema e nomeava índios de sua confiança para comandar as reservas, segundo a PF. As investigações apontam que há indícios de que o grupo de Santiago seja responsável pelo assassinato de dois índios, em abril deste ano, na Reserva Indígena de Ortigueira. Na ocasião, vários indígenas ficaram feridos, em um episódio em que foram registrados incêndios e que terminou com a expulsão do cacique local.
O cacique foi encaminhado à Superintendência da PF do Paraná. O delegado informou que, durante a prisão, foram encontradas munições com um índio, que acabou detido em flagrante. A operação contou com a participação de 45 policiais federais, de diversas regiões do estado.
Advogado recebe voz de prisão após se recusar a passar por revista
O advogado criminalista Dálio Zippin Filho,
de 70 anos, disse que não iria passar pela revista e acabou recebendo
voz de prisão dentro da sede do TJ-PR
13/12/2012
O advogado criminalista Dálio Zippin Filho, de 70 anos, recebeu voz de prisão depois de se recusar a passar por uma revista na sede Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR)
na tarde desta quinta-feira (13). Zippin foi ao prédio do TJ para
participar de uma sessão da Câmara Criminal e, quando estava entrando na
sala, acompanhado de um procurador, os seguranças do local solicitaram
apenas a revista do advogado, que se recusou a passar pela inspeção por
considerá-la discriminatória.
“A minha revolta não é com a revista, mas acredito que ela é discriminatória. Servidores do TJ, procuradores e advogados cíveis não passam por isso. Parece que advogado criminalista é tido como ‘bandido’”, argumenta Zippin que é membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e presidente do Conselho Penitenciário do Paraná. Conforme relato do advogado, com a recusa, quatro policiais militares que trabalham no Tribunal tentaram prendê-lo, mas ele se refugiou em outra sala, onde os desembargadores tentaram contornar a situação, sem resultado.
Ainda segundo Zippin, o desembargador Jorge Wagih Massad, presidente da Comissão de Segurança do TJ-PR, emitiu uma ordem de prisão ao advogado que acabou não sendo cumprida, já que Zippin é oficial de reserva e só poderia ser preso pelo presidente do TJ. O advogado ligou, então, para o presidente da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), José Lucio Glomb, que, juntamente com o presidente da Associação de Advogados Criminalistas do Brasil, Elias Mattar Assad, e o presidente da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas, Danilo Guimarães Rodrigues Alves, e outros advogados que acompanharam a intervenção, conseguiram conter a confusão, encaminhando Zippin a sede da Ordem dos Advogados do Brasil.
Revista
A OAB-PR emitiu uma nota de desagravo ao acontecimento registrado. O presidente da instituição conta que a revista foi implantada há dois meses e contesta a prática. “Me parece que esta revista foi instalada no TJ como retaliação a nossa posição de contestação ao órgão, sempre tentando melhorar o sistema judiciário no estado”, diz.
Ele acredita que a ação não é eficiente, pois nem todas as pessoas que entram no Tribunal são submetidas à inspeção. “O advogado está sendo desrespeitado. O nosso tribunal deveria se preocupar com outros problemas, como julgar mais rapidamente os processos, construir um novo fórum cível para Curitiba e cuidar dos fóruns que estão sem segurança, onde há casos de roubo de armas, como vimos há poucos dias em Colombo”.
Glomb chegou a encaminhar um pedido de liminar contestando a inspeção do TJ paranaense ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que foi negado. “Também pedi ao presidente do TJ que revogasse a decisão, mas até agora nenhuma atitude foi tomada”, diz. “Eu mesmo fui lá e não me submeti à revista, pois acho que é uma afronta, um desrespeito com o advogado que é fundamental para a justiça”, alega.
Outro lado
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Paraná afirma que não houve voz de prisão à Zippin e informa que o desembargador pediu apenas que o advogado se retirasse do local para evitar confusão. Ainda segundo a assessoria, uma lei federal com regulamentação do CNJ exige que todas as pessoas que entram nas salas onde ocorrem as sessões passem pela revista.
“O que aconteceu foi um mero cumprimento da lei”, afirma o presidente do TJ- PR, Miguel Kfouri Neto. Conforme a lei número 12.694/2012 apenas os integrantes de missão policial, escolta de presos e agentes ou inspetores de segurança próprios não precisam passar pela inspeção.
“A minha revolta não é com a revista, mas acredito que ela é discriminatória. Servidores do TJ, procuradores e advogados cíveis não passam por isso. Parece que advogado criminalista é tido como ‘bandido’”, argumenta Zippin que é membro da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e presidente do Conselho Penitenciário do Paraná. Conforme relato do advogado, com a recusa, quatro policiais militares que trabalham no Tribunal tentaram prendê-lo, mas ele se refugiou em outra sala, onde os desembargadores tentaram contornar a situação, sem resultado.
Ainda segundo Zippin, o desembargador Jorge Wagih Massad, presidente da Comissão de Segurança do TJ-PR, emitiu uma ordem de prisão ao advogado que acabou não sendo cumprida, já que Zippin é oficial de reserva e só poderia ser preso pelo presidente do TJ. O advogado ligou, então, para o presidente da seção paranaense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), José Lucio Glomb, que, juntamente com o presidente da Associação de Advogados Criminalistas do Brasil, Elias Mattar Assad, e o presidente da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas, Danilo Guimarães Rodrigues Alves, e outros advogados que acompanharam a intervenção, conseguiram conter a confusão, encaminhando Zippin a sede da Ordem dos Advogados do Brasil.
Revista
A OAB-PR emitiu uma nota de desagravo ao acontecimento registrado. O presidente da instituição conta que a revista foi implantada há dois meses e contesta a prática. “Me parece que esta revista foi instalada no TJ como retaliação a nossa posição de contestação ao órgão, sempre tentando melhorar o sistema judiciário no estado”, diz.
Ele acredita que a ação não é eficiente, pois nem todas as pessoas que entram no Tribunal são submetidas à inspeção. “O advogado está sendo desrespeitado. O nosso tribunal deveria se preocupar com outros problemas, como julgar mais rapidamente os processos, construir um novo fórum cível para Curitiba e cuidar dos fóruns que estão sem segurança, onde há casos de roubo de armas, como vimos há poucos dias em Colombo”.
Glomb chegou a encaminhar um pedido de liminar contestando a inspeção do TJ paranaense ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que foi negado. “Também pedi ao presidente do TJ que revogasse a decisão, mas até agora nenhuma atitude foi tomada”, diz. “Eu mesmo fui lá e não me submeti à revista, pois acho que é uma afronta, um desrespeito com o advogado que é fundamental para a justiça”, alega.
Outro lado
A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Paraná afirma que não houve voz de prisão à Zippin e informa que o desembargador pediu apenas que o advogado se retirasse do local para evitar confusão. Ainda segundo a assessoria, uma lei federal com regulamentação do CNJ exige que todas as pessoas que entram nas salas onde ocorrem as sessões passem pela revista.
“O que aconteceu foi um mero cumprimento da lei”, afirma o presidente do TJ- PR, Miguel Kfouri Neto. Conforme a lei número 12.694/2012 apenas os integrantes de missão policial, escolta de presos e agentes ou inspetores de segurança próprios não precisam passar pela inspeção.




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