quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

14/12/2012 -- 00h00

Taxa de mortes de jovens aumenta 14%

Londrina - A cada mil adolescentes do País, três morrem antes de completar 19 anos. A informação é do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) referente a 2010, apresentado ontem pelo Laboratório de Análise da Violência (LAV) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A taxa - atualmente em 2,98 jovens para cada cem mil - teve um crescimento de 14% em relação a 2009, quando o índice era de 2,61 - e é a maior desde o início da pesquisa, há cinco anos.

Foz do Iguaçu (região oeste) é a nona cidade mais violenta do Brasil com um índice de 7,83 jovens com risco de morte por um grupo de mil adolescentes. É a única do Paraná que aparece nesta lista.

O índice permite estimar que, caso não haja alterações no cenário atual, mais de 36.700 jovens entre 12 e 18 anos serão mortos por arma de fogo até 2016. O risco é cerca de três vezes maior para adolescentes do sexo masculino, negros e moradores das periferias.

Em 2010, a chance de um adolescente do sexo masculino ser assassinado era 11,5 vezes maior que a de jovens do sexo feminino. Se o adolescente for preto ou pardo, a possibilidade aumenta quase três vezes em relação ao branco.

De acordo com o levantamento, 45% das mortes de adolescentes no Brasil são causadas por homicídios. Na população geral, os homicídios correspondem a 5,1% das mortes.

A pesquisa foi realizada em 283 municípios com mais de 100 mil habitantes. O estudo é uma parceria do Laboratório com a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, pelo Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef) e pelo Observatório de Favelas, uma organização não governamental do Rio de Janeiro. Os pesquisadores analisaram dados do Ministério da Saúde e do IBGE para chegar ao índice, que demonstra o risco dos adolescentes em relação aos homicídios.


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