12/01/2013 -- 00h00
‘Piratas das estradas’ preferem região de Campo Mourão
Número de ataques contra ônibus fretados na malha rodoviária federal do PR cresceu 40% em 2012

Principais alvos das quadrilhas são os ônibus de turismo
Campo Mourão - Balanço
da Polícia Rodoviária Federal (PRF) aponta crescimento de 40% no número
de assaltos contra ônibus de turismo no Estado em 2012. De acordo com o
Núcleo de Comunicação do órgão, foram registrados 39 casos no ano
passado, contra 27 em 2011. Ainda de acordo com o balanço, as rodovias
mais perigosas são as BRs 369 e 158, justamente nos trechos que cortam o
município de Campo Mourão (Centro-Oeste).
Segundo os patrulheiros que conversaram com a reportagem da FOLHA, as maiores vítimas são turistas que vão fazer compras em Ciudad del Este (Paraguai) ou as excursões com idosos que vão conhecer as Cataratas do Iguaçu. Mas há também registros de ataques contra romeiros que vão a Aparecida (SP) ou excursões para outros eventos. Pelo menos nove ''piratas'' foram presos em operações da PRF nos últimos dois anos, a maioria reincidentes.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), que não forneceu as estatísticas oficiais da malha estadual do ano passado (e de 2011), a PR-317 e PR-444 também são outros pontos críticos, respectivamente nos trechos Arapongas-Mandaguari e Peabiru-Maringá.
De acordo com a equipe de investigação da PRE destacada para combater este tipo de delito, em 2012 ocorreram 27 assaltos nas regiões Norte e Noroeste do Estado. Somente nesta área, 24 pessoas foram presas, a maioria nas regiões de Maringá e Campo Mourão.
O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial (com sede em Campo Mourão), José Aparecido Jacovós, disse que espera reforço na fiscalização das equipes da PRF e da PRE nos trechos mais perigosos das rodovias. "É muito mais fácil prevenir. As operações policiais nas rodovias são a única maneira de evitar os ataques", afirmou.
Jacovós disse que a Polícia Civil "tem feito o seu trabalho, tem cumprido a sua parte". Ele lembrou que em 2012 foram desbaratadas três quadrilhas em Campo Mourão. Oito integrantes foram presos e um morto. "A Polícia Civil não age na estrada. Só efetuamos as prisões quando os criminosos estão na cidade", esclareceu o delegado.
Conforme o Núcleo de Comunicação, a PRF "vem realizando um trabalho de inteligência nas localidades onde mais acontecem os crimes e intensificando suas ações para combater essas ocorrências. Tanto que em 2011 foram presos cinco assaltantes e em 2012 mais quatro indivíduos, nas proximidades de Londrina".
O Nucom também esclareceu que em muitos casos a PRF não é acionada e as vítimas de assalto procuram apenas a Polícia Civil para registrar as queixas.
Uma curiosidade intriga as forças de segurança responsáveis pelas investigações. O grande número de envolvidos que são oriundos de Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá. "Fui delegado lá na década de 90 e já havia muitas quadrilhas formadas na cidade. Há até mesmo um caso de um assaltante que lidera uma quadrilha hoje e que é filho de um líder de quadrilha daquela época", lembra Jacovós. "Dos nove presos de 2012, sete eram de lá".
Em novembro de 2011, a operação Piratas do Asfalto, a maior já realizada no Estado e que mobilizou 130 homens das polícias Militar e Civil, prendeu 14 suspeitos em Sarandi, acusados de pelo menos 21 assaltos.
Segundo os patrulheiros que conversaram com a reportagem da FOLHA, as maiores vítimas são turistas que vão fazer compras em Ciudad del Este (Paraguai) ou as excursões com idosos que vão conhecer as Cataratas do Iguaçu. Mas há também registros de ataques contra romeiros que vão a Aparecida (SP) ou excursões para outros eventos. Pelo menos nove ''piratas'' foram presos em operações da PRF nos últimos dois anos, a maioria reincidentes.
De acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), que não forneceu as estatísticas oficiais da malha estadual do ano passado (e de 2011), a PR-317 e PR-444 também são outros pontos críticos, respectivamente nos trechos Arapongas-Mandaguari e Peabiru-Maringá.
De acordo com a equipe de investigação da PRE destacada para combater este tipo de delito, em 2012 ocorreram 27 assaltos nas regiões Norte e Noroeste do Estado. Somente nesta área, 24 pessoas foram presas, a maioria nas regiões de Maringá e Campo Mourão.
O delegado-chefe da 16ª Subdivisão Policial (com sede em Campo Mourão), José Aparecido Jacovós, disse que espera reforço na fiscalização das equipes da PRF e da PRE nos trechos mais perigosos das rodovias. "É muito mais fácil prevenir. As operações policiais nas rodovias são a única maneira de evitar os ataques", afirmou.
Jacovós disse que a Polícia Civil "tem feito o seu trabalho, tem cumprido a sua parte". Ele lembrou que em 2012 foram desbaratadas três quadrilhas em Campo Mourão. Oito integrantes foram presos e um morto. "A Polícia Civil não age na estrada. Só efetuamos as prisões quando os criminosos estão na cidade", esclareceu o delegado.
Conforme o Núcleo de Comunicação, a PRF "vem realizando um trabalho de inteligência nas localidades onde mais acontecem os crimes e intensificando suas ações para combater essas ocorrências. Tanto que em 2011 foram presos cinco assaltantes e em 2012 mais quatro indivíduos, nas proximidades de Londrina".
O Nucom também esclareceu que em muitos casos a PRF não é acionada e as vítimas de assalto procuram apenas a Polícia Civil para registrar as queixas.
Uma curiosidade intriga as forças de segurança responsáveis pelas investigações. O grande número de envolvidos que são oriundos de Sarandi, na Região Metropolitana de Maringá. "Fui delegado lá na década de 90 e já havia muitas quadrilhas formadas na cidade. Há até mesmo um caso de um assaltante que lidera uma quadrilha hoje e que é filho de um líder de quadrilha daquela época", lembra Jacovós. "Dos nove presos de 2012, sete eram de lá".
Em novembro de 2011, a operação Piratas do Asfalto, a maior já realizada no Estado e que mobilizou 130 homens das polícias Militar e Civil, prendeu 14 suspeitos em Sarandi, acusados de pelo menos 21 assaltos.
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