11/10/2012 -
Apreensão de cocaína cresce 422% no Paraná
Dados da Receita Federal mostram ainda crescimento no recolhimento de crack
Londrina - O volume de cocaína
apreendida no Paraná no período de janeiro a agosto deste ano aumentou
422% em relação ao mesmo período de 2011. Nos oito primeiros meses de
2012 foram apreendidos 47 quilos contra nove no ano passado. Já a
quantidade das apreensões de crak subiu 276%. De janeiro a agosto de
2011 foram 31,1 quilos contra 117 quilos este ano. Os dados são da
Receita Federal.
Para o superintendente substituto da Receita Federal no Paraná, Sérgio Gomes Nunes, o incremento de novas ações e instrumentos colaboraram para o desempenho. ''O uso de cães de faro nas áreas de fronteiras tem ajudado em muito este trabalho'', colocou. Nunes ressaltou ainda que o sucesso dessas operações é resultado também das parcerias com outros orgão de segurança, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Para a PRF, se houve um aumento no número de apreensões é porque o tráfico de drogas aumentou no Estado. A corporação tem investido na capacitação dos policiais com palestras, cursos e técnicas específicas para melhorar o combate aos traficantes. ''É um conjunto de técnicas para que os nossos homens tenham um aproveitamento mais eficiente na abordagem dos veículos nas rodovias e tenham mais êxito na localização dos entorpecentes'', relatou Ricardo Schneider, inspetor-chefe da Seção de Policionamento no Paraná da PRF.
A maior parte das drogas e entorpecentes que entram no Estado passa pela fronteira do Brasil com o Paraguai, através de Foz do Iguaçu. A Receita Federal admite que a cidade é uma das principais portas de entrada de drogas no País e por isso ''o monitoramento tem que ser constante e efetivo''.
''Se estamos retirando esta quantidade grande de circulação significa que o volume de drogas que entra no Paraná é alto e que as pessoas acham que vão transportar sem serem presas. Por isso é preciso estar sempre atento'', ressaltou Nunes.
Ainda de acordo ainda com dados da Receita, as apreensões de haxixe no Estado subiram 39%, as de maconha recuaram 2% e a de lança-perfume caíram 70%. A reportagem não conseguiu contato com a Polícia Federal na tarde de ontem.
Em relação a apreensão de mercadorias, que inclui produtos de informática, eletrônicos, brinquedos, bebidas e cigarros, o volume retido pela Receita Federal no Paraná ultrapassou os R$ 344 milhões nos oitos primeiros meses do ano. Um aumento de 20,84% em relação aos R$ 284 milhões apreendidos em 2011.
Especificamente no caso dos cigarros, o volume apreendido cresceu 7,64%, saltando de R$ 29,6 milhões em 2011 para R$ 31,8 milhões em 2012. Em relação às bebidas, foram recolhidos R$ 816 mil nos oito meses deste ano contra R$ 767 mil no mesmo período de 2011, um crescimento de 6,35%.
Segundo a Associação Brasileira de Combate a Falsificação (ABCF), o Brasil perde R$ 20 bilhões por ano com produtos piratas que entram no País. Este valor não leva em conta o prejuízo causado à indústria nacional. A entidade reconhece o trabalho realizado pelos orgãos de segurança, mas ressalta que é preciso um controle mais efetivo das fronteiras e dos portos, inclusive com o uso de homens do Exército e da Marinha.
''Houve um aumento das ações da Polícia Federal, da Receita e também da Polícia Civil no Paraná. Mas o aumento do número de agentes foi tímido e com isso o trabalho de fiscalização fica comprometido'', explicou Rodolpho Ramazzini, diretor de comunicação da ABCF.
A Associação possui um disque-denúncia para qualquer tipo de contrabando que entre no Brasil. Basta ligar para (11) 3106-5149 ou pelo e-mail denuncia@abcf.org.br.com
Para o superintendente substituto da Receita Federal no Paraná, Sérgio Gomes Nunes, o incremento de novas ações e instrumentos colaboraram para o desempenho. ''O uso de cães de faro nas áreas de fronteiras tem ajudado em muito este trabalho'', colocou. Nunes ressaltou ainda que o sucesso dessas operações é resultado também das parcerias com outros orgão de segurança, como a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Para a PRF, se houve um aumento no número de apreensões é porque o tráfico de drogas aumentou no Estado. A corporação tem investido na capacitação dos policiais com palestras, cursos e técnicas específicas para melhorar o combate aos traficantes. ''É um conjunto de técnicas para que os nossos homens tenham um aproveitamento mais eficiente na abordagem dos veículos nas rodovias e tenham mais êxito na localização dos entorpecentes'', relatou Ricardo Schneider, inspetor-chefe da Seção de Policionamento no Paraná da PRF.
A maior parte das drogas e entorpecentes que entram no Estado passa pela fronteira do Brasil com o Paraguai, através de Foz do Iguaçu. A Receita Federal admite que a cidade é uma das principais portas de entrada de drogas no País e por isso ''o monitoramento tem que ser constante e efetivo''.
''Se estamos retirando esta quantidade grande de circulação significa que o volume de drogas que entra no Paraná é alto e que as pessoas acham que vão transportar sem serem presas. Por isso é preciso estar sempre atento'', ressaltou Nunes.
Ainda de acordo ainda com dados da Receita, as apreensões de haxixe no Estado subiram 39%, as de maconha recuaram 2% e a de lança-perfume caíram 70%. A reportagem não conseguiu contato com a Polícia Federal na tarde de ontem.
Em relação a apreensão de mercadorias, que inclui produtos de informática, eletrônicos, brinquedos, bebidas e cigarros, o volume retido pela Receita Federal no Paraná ultrapassou os R$ 344 milhões nos oitos primeiros meses do ano. Um aumento de 20,84% em relação aos R$ 284 milhões apreendidos em 2011.
Especificamente no caso dos cigarros, o volume apreendido cresceu 7,64%, saltando de R$ 29,6 milhões em 2011 para R$ 31,8 milhões em 2012. Em relação às bebidas, foram recolhidos R$ 816 mil nos oito meses deste ano contra R$ 767 mil no mesmo período de 2011, um crescimento de 6,35%.
Segundo a Associação Brasileira de Combate a Falsificação (ABCF), o Brasil perde R$ 20 bilhões por ano com produtos piratas que entram no País. Este valor não leva em conta o prejuízo causado à indústria nacional. A entidade reconhece o trabalho realizado pelos orgãos de segurança, mas ressalta que é preciso um controle mais efetivo das fronteiras e dos portos, inclusive com o uso de homens do Exército e da Marinha.
''Houve um aumento das ações da Polícia Federal, da Receita e também da Polícia Civil no Paraná. Mas o aumento do número de agentes foi tímido e com isso o trabalho de fiscalização fica comprometido'', explicou Rodolpho Ramazzini, diretor de comunicação da ABCF.
A Associação possui um disque-denúncia para qualquer tipo de contrabando que entre no Brasil. Basta ligar para (11) 3106-5149 ou pelo e-mail denuncia@abcf.org.br.com

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